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Game Review: Castlevania – Lords of Shadow

por em 3 de maio de 2015
Detalhes
 
Tempo de Jogo

14 horas

Sinopse

É o fim dos dias e os terríveis poderes dos covis dos demônios sufocam os seres humanos. A aliança entre a Terra e os Céus foi ameaçada por uma sombria e maligna força - os misteriosos Lordes das Trevas. Gabriel é um membro da Irmandade da Luz, um grupo de elite de cavaleiros santos que protegem e defendem os inocentes contra o sobrenatural.

Série/Franquia

Castlevania - Lords of Shadow

Diretor/Produtor

Kojima

Data de lançamento

Outubro de 2010

Avaliação do Editor
 
Jogabilidade
9.0

 
Gráfico
9.5

 
Modo Single Player
9.7

 
Modo Multiplayer
0.0

Pontuação Total
9.4

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Avaliação do Usuário
 
Jogabilidade

 
Gráfico

 
Modo Single Player

 
Modo Multiplayer

Pontuação do Usuário

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Hoje andaremos no limite entre o bem e o mal e veremos como eles podem se cruzar tão facilmente nesse que é o reinício de uma das maiores e mais antigas franquias do mundo dos videogames. Hoje falaremos de Castlevania: Lords of Shadow.

Castlevania

Castlevania, conforme mencionado anteriormente, é uma das franquias mais antigas que ainda é produzida. O primeiro jogo, intitulado Vampire Killer foi lançado em 1986 para o console MSX2 e desde então já teve mais de 30 jogos lançados, sendo os mais clássicos o famoso Castlevania para NES, Super Castlevania IV para SNES e o mais que aclamado Castlevania: Symphony of the Night para PlayStation.

Vampire Killer, lançado em 1986 para MSX2

Vampire Killer, lançado em 1986 para MSX2

Lords of Shadow

Desenvolvido pela MercurySteam (Scrapland e Clive Barker’s Jericho) e Kojima Productions (Metal Gear Solid) e distribuído pela Konami, Castlevania é um jogo de hack n’ slash do gênero ação-aventura lançado em outubro de 2010 para Windows, Xbox 360 e PlayStation 3, versão que possuo e joguei, se tratando de um jogo exclusivamente single player.

Capa do jogo para PlayStation 3

Capa do jogo para PlayStation 3

Visual

A equipe de arte de Castlevania sempre foi fantástica, e aqui não foi diferente. Passamos por florestas, lagos, templos, vilas, castelos e a terra dos mortos. Todos os cenários são belíssimos, variados e bem detalhados. Passamos por vários trechos que a câmera se distancia do jogador nos presenteando com uma visão panorâmica do cenário, algumas de tirar o fôlego.

Os inimigos menores e os chefes também variam bastante dependendo de em qual reino você está (Lobisomens, Vampiros ou Mortos). E os titãs são simplesmente espetaculares.

Não consigo nem contar o número de cenários bonitos que esse jogo tem.

Não consigo nem contar o número de cenários bonitos que esse jogo tem.

A dublagem do jogo é excelente, todas as vozes combinam bem com os personagens e a narrativa é ótima, faz você se envolver com a história. A trilha sonora é original e fantástica. Temos música clássica a todo instante aumentando o nível de grandiosidade da campanha. Do mesmo jeito que fiz no review do Destiny, eis uma das músicas mais clássicas do jogo. Aproveitem.

Jogabilidade

O jogo mistura dois outros que sou grande fã: God of War e Shadow of the Colossus. Eu demorei um pouco mais pra me acostumar com Castlevania do que com God of War, mas depois que peguei o jeito, o jogo fluiu bem. Gabriel é capaz de usar ataques diretos, amplos, agarrar, pular, utilizar armas secundárias e relíquias.

As armas secundárias remetem bem aos jogos antigos. Temos a adaga de arremesso, fadas (que distraem os inimigos), cristal (que libera um demônio que luta em seu auxílio) e a já conhecida água benta.

A cruz de combate e as relíquias, são utilizadas no jogo tanto nos momentos de combate quanto na acessibilidade a certas áreas do jogo. Por exemplo, no primeiro upgrade da cruz recebemos o gancho, que faz com que Gabriel possa realizar movimentos de rapel e agarrar os inimigos durante o combate, e assim por diante.

As relíquias são encontradas durante o jogo, sendo elas o medalhão que permite ao Gabriel utilizar Magia de Luz e outro que permite utilizar Magia de Sombras. Recebemos também a Manopla Sombria (Dark Gauntlet) as Botas Ciclone (Cyclone Boots) e os Ombros do Serafim (Seraph Shouders). Todas as relíquias ajudam no cenário e com os combates, dando uma quantidade de combinações de botões apenas superada por Bayonetta.

Com relação ao Shadow of the Colossus: Durante o jogo enfrentamos titãs. Não muitos, apenas 3, pra ser mais específico. Mas a mecânica é exatamente a mesma: Você deve se aproximar do titã, encontrar um ponto para iniciar sua jornada até as runas que o animam. Ao chegar em alguma runa, você esmaga ela com uma sequência de batidas fazendo com que o caminho para a próxima runa seja exposto e você possa prosseguir. Os três titãs são extremamente diferentes entre si e exigem um pouco de paciência durante a batalha, mas são bem legais.

É. Você tem que peitar isso no jogo.

É. Você tem que peitar isso no jogo.

A dificuldade do jogo depende do quanto você se acostuma com a vasta sequência de botões. Acredite, grande parte deles são necessárias para se ter um combate limpo. O HP, caso não haja muito cuidado, desce bem rápido, mas pode ser recuperado através do uso de Magia de Luz, que por sua vez também se esvai rapidamente. Então deve haver certo cuidado no manuseio das magias e durante os combates. Depois desse cuidado estar incutido no seu modo de jogar, o jogo se torna fácil.

História

Nossa história se inicia no ano de 1047, onde os fundamentos da terra foram abalados devido à separação entre ela e o Céu. Com isso, o número de monstros que assombravam sua população aumentou consideravelmente. A humanidade já estava chegando ao ponto de se conformar com sua extinção quando o inesperado ocorre.

Gabriel Belmont é enviado pela Irmandade da Luz ao Lago do Esquecimento, onde esperam receber alguma instrução dos espíritos de luz. Ao chegar ao lago, Gabriel se encontra com o espírito de sua falecida esposa, que havia sido brutalmente assassinada pouco antes de nossa história iniciar. Marie avisa que o único modo de Gabriel poder unir novamente o Céu e a Terra é conseguindo o poder dos Lordes das Trevas e formando a Máscara de Deus, cujos fragmentos são guardados pelos Lordes.

Gabriel parte numa busca incessante com a esperança de, com o poder de Deus, reclamar de volta a vida de sua esposa. Com o passar da trama, Gabriel é forçado a situações extremas onde toda a sua fé e seus princípios são abalados e ele começa a se perguntar sobre a real natureza do bem e do mal e a perder a própria sanidade.

Lords of Shadow foi não só um reboot, mas uma total releitura da série trazendo uma nova abordagem do mundo e de suas entidades. Temos uma história profunda e triste que faz com que você se envolva totalmente e, depois da metade do jogo, nem consiga mais parar de jogar.

Custo/Benefício

Só por ter o nome Castlevania e Kojima no meio, o título já se torna extremamente atrativo. Mas eles foram além. Além de uma história legal para justificar uma caçada frenética. Trouxeram uma profundidade jamais vista antes em um jogo da franquia que faz até mesmo o jogador refletir sobre o bem e o mal e presenciar um novo nascimento para a lenda do dragão.

Minha nota para o jogo é 9,4. E você, prezado leitor, já se aventurou em algum castelo pela Transilvânia nessa aclamada franquia? Compartilhe conosco nos comentários.