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Game Review – Tom Clancy’s The Division

por em 3 de abril de 2016
Detalhes
 
Tempo de Jogo

30 horas

Série/Franquia

The Division

Diretor/Produtor

Ubisoft

Data de lançamento

8 de março de 2016

Positivos

Jogabilidade
Multiplayer

Negativos

Sem foco na história
Ter que estar sempre online

Avaliação do Editor
 
Jogabilidade
9.1

 
Gráfico
8.6

 
Modo Single Player
7.9

 
Modo Multiplayer
8.4

Pontuação Total
8.5

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Avaliação do Usuário
 
Jogabilidade

 
Gráfico

 
Modo Single Player

 
Modo Multiplayer

Pontuação do Usuário

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Hoje passearemos por uma Nova Iorque destruída e abandonada à própria sorte. Hoje veremos do que a humanidade é capaz quando as regras são ignoradas. Hoje falaremos de The Division.

Desenvolvido e publicado pela Ubisoft, Tom Clancy’s The Division é um jogo de tiro em terceira pessoa com elementos de RPG em mundo aberto do gênero ação lançado em 8 de Março de 2016 para PlayStation 4, Xbox One e Windows.

Visual

Apesar de ainda não condizer com a apresentação realizada na E3, a versão final de The Division está longe de ser um jogo feio. Os gráficos são ótimos, visivelmente uma versão melhorada do motor gráfico de Watch Dogs.

Temos aqui um cenário bem detalhado, personagens bem construídos visualmente e muita neve. A quantidade de personagens na cidade é bem pequena, demonstrando a desolação, e todos eles aparentam estar tentando sobreviver. É possível ver até mesmo algumas pessoas com ratos mortos nas mãos tentando negociar com outras pessoas.

Os efeitos visuais são ótimos. Todos os menus e guias são como em Watch Dogs, com hologramas e projeções. E o áudio também é excelente. Tanto nos efeitos quanto na dublagem, que está em português.

The Division - In Game

Jogabilidade

A jogabilidade em The Division é fluida. Temos controles padrões comparados aos jogos de tiro com algumas implementações devido aos elementos de RPG.

Além das 3 armas que podem ser utilizadas (Uma principal, uma secundária e uma de auxílio), existem diversos tipos de granadas que podem ser selecionadas a qualquer momento segundando o direcional da esquerda; itens especiais como água, refrigerante, barras de cereais, entre outros, que tem efeitos diversos, como restaurar parte da saúde, ampliar o dano em certos tipos de inimigos ou acelerar a reativação das skills, temos munições especiais (incendiária e explosiva) e o próprio Kit Médico que sempre está disponível pressionando o direcional da direita; habilidades especiais que podem ser equipadas nos botões de ombros e podem ser trocadas também a qualquer momento.

As habilidades dos agentes são divididas em 3 árvores: Médica, Tecnologia e Segurança. Na médica temos habilidades de cura e rastreio, na de tecnologia temos habilidades que causam dano utilizando apetrechos como uma torreta automatizada e, na de segurança temos habilidades de defesa como escudo balístico e coberturas inteligentes. Cada habilidade possui também modificações. Por exemplo, a torreta citada acima pode causar dano elétrico ou dano de fogo, ou então pode marcar o inimigo tornando-o visível para todos os aliados.

Fora as habilidades, temos as os Talentos, que também podem ser equipados em números que variam de 1 a 4, dependendo do seu level. É uma escolha bem injusta, tantas vantagens boas. Mas só algumas podem ficar ativas. Os talentos são situacionais, como “atire na cabeça de um inimigo para ter 50% de chance de não gastar a bala” ou “Reduz o dano sofrido em 30% durante o deslocamento de uma cobertura a outra”.

Além das habilidades e dos talentos, temos também as Vantagens. As vantagens são passivas e todas permanecem ativadas a partir do momento em que você as consegue. Normalmente se tratam de bônus. Por exemplo “Aumenta em 1 espaço o inventário de kits médicos” ou “Aumenta em 10% a experiência adquirida em todas as atividades”.

As habilidades, os talentos e as vantagens são conseguidos através de melhorias nas alas da central. Cada melhoria libera uma habilidade, modificação de habilidade, talento ou vantagem.

The Division - In Game 2

Os levels vão, basicamente, evoluir o personagem em seus status básicos e, em levels específicos, liberar espaços de habilidade e talentos. Fora isso, o Level serve apenas como um informador de dificuldade das missões.

Falando em missões, temos missões de vários tipos. Principais, relacionadas à história, secundárias, relacionadas a coisas de Manhattan, e encontros. Cada dessas missões pode estar relacionada à história da campanha, ou a alguma das alas. Por exemplo, caso esteja ligada à Ala médica, as missões principais são focadas em pesquisar e encontrar a cura para a doença, e assim por diante. Os encontros são mais casuais e bem triviais, se limitam a libertar reféns, pegar alguma maleta ou coisas do tipo.

Apesar de parecer que temos muitas missões, o decorrer das missões é bem semelhante umas das outras. Vá lá, mate todo mundo e pegue tal item. Vá lá, mate todo mundo e ative o reator. Vá lá, mate todo mundo e pegue os documentos da pesquisa. Com o passar do tempo as missões são apenas “Vá lá, mate todo mundo e interaja com o que o jogo marcar ao final”, a história perde bastante o foco, principalmente pelo fato de que você é obrigado a fazer missões secundárias e a explorar Manhattan, pois a progressão do personagem é em uma velocidade menor que a da história.

Depois de explicar toda a mecânica do jogo, vamos à dificuldade: Basicamente a dificuldade é um divisor de águas aqui. Caso você jogue sozinho, tenha certeza de ter bastante paciência, pois o jogo é amargo e exige muita exploração para que o jogador possa evoluir antes de prosseguir na campanha. Além disso, durante os confrontos contra contingentes maiores, os inimigos ficam meio suicidas, correndo direto em sua direção. Isso complica bastante quando mais de um inimigo resolve fazer isso e acabarem lhe cercando. Realmente irritante.

Então minha dica é: Caso você não tenha paciência budista ou não seja viciado em desafios, procure amigos para jogar. Assim fica mais divertido e mais razoável.

A única coisa que realmente me irritou foi a necessidade de conectar aos servidores da Ubisoft. Sério, não poderia ser necessário apenas nas partidas online? E nem falo só para as ocasiões que você fique sem internet, mas por que o jogo leva um bom tempo no loading inicial. Já teve vez que tive que esperar quase 2 minutos para começar a jogar. E isso contando da seleção do personagem. Ou seja, 2 minutos de loading puro.

História

Em uma Black Friday (é, tinha que começar em uma Black Friday….) notas de dólares infectadas com um vírus especial da varíola rodaram nas mãos de milhares de pessoas causando um surto de varíola por toda Manhattan. Devido às circunstâncias, Manhattan foi mantida sob quarentena para análise da pandemia. Contudo, sabemos como humanos são, não sabemos?

O caos se instaurou em Manhattan. Alguém abriu as portas das prisões e em questão de semanas Manhattan estava desolada com boa parte de sua população morta e gangues soltas causando o caos. Uma destas, os Limpadores, usam lança-chamas para limpar a cidade do vírus, o problema é que eles usam os lança-chamas em tudo, até nas pessoas. Outras gangues realizavam furtos e assassinatos aleatórios. Com o tempo a segurança local foi recuando e recuando perdendo o controle da cidade.

Quando chegou ao nível crítico, o Presidente dos Estados Unidos emitiu um chamado para os SHD (Startegic Homeland Division), popularmente conhecida como a Division. São agentes especialmente treinados para situações de emergência que vivem espalhados na sociedade. Um contingente de agentes foi mandado à Manhattan para controlar a situação, mas acabaram mortos ou desaparecidos.

Você, agente, faz parte do segundo contingente de agentes, que acaba sendo apenas você e a agente Faye Lau. Contudo, a agente Lau foi ferida durante a viagem até Manhattan, então, Jovem Gafanhoto, é contigo.

A progressão do jogo em si não conta tanto da história. É bem superficial mesmo e ela, com o tempo, perde o foco. Entretanto, pelo cenário estão diversos documentos em vários formatos mostrando os acontecimentos durante a quarentena e o que aconteceu com os primeiros agentes da Division mandados para lá. Então, caso você queira saber o que realmente aconteceu, vasculhe bem o cenário.

Conclusão

The Division é, sem dúvidas, um grande lançamento da Ubisoft para 2016 que, apesar da falta de foco na história, possui um bom gameplay, principalmente se jogado com amigos, bons gráficos e uma ótima e mal aproveitada história. Em suma, um jogo que lhe renderá mais de 30 horas de jogatina.

Minha nota para o jogo é 8.5.