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Game Review: Quantum Break

por em 1 de abril de 2016
Detalhes
 
Tempo de Jogo

10 a 12 horas

Série/Franquia

Quantum Break

Diretor/Produtor

Remedy Entertainment

Data de lançamento

5 de Abril de 2016

Positivos

História marcante e envolvente;
Ótimos personagens;
Efeitos visuais;
Modo de narrativa da história mesclando jogo e live action.

Negativos

Gráficos com ruídos de movimentos;
Mira pesada

Avaliação do Editor
 
Jogabilidade
9.1

 
Gráfico
9.4

 
Modo Single Player
10

 
Modo Multiplayer
0.0

Pontuação Total
9.5

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Avaliação do Usuário
 
Jogabilidade

 
Gráfico

 
Modo Single Player

 
Modo Multiplayer

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Hoje falaremos deste que será um dos maiores lançamentos da Microsoft em 2016 e sério concorrente à Game do Ano. E não, eu não viajei no tempo para jogar e voltei para falar para vocês. Hoje falaremos de Quantum Break!

Desenvolvido pela Remedy Entertainment (Max Payne e Alan Wake) e publicado pela Microsoft (a qual agradeço à oportunidade de jogar antecipadamente o jogo), Quantum Break é um jogo de tiro em terceira pessoa do gênero ficção científica que será lançado dia 5 de abril deste ano, 2016, para Xbox One e Windows 10.

Visual

Quantum Break possui belos gráficos, apesar de as movimentações em cenas terem um certo ruído nos movimentos. De forma geral, não chega a ser impressionante. Contudo, os efeitos visuais são belíssimos, principalmente em lapsos temporais, onde até as explosões ficam suspensas e alguns rastros luminosos são visíveis. Simplesmente de cair o queixo.

Palmas também para a expressão dos personagens, tanto no rosto quanto na voz. Toda a atuação é convincente e de ótima qualidade. Afinal, para isso que temos atores hollywoodianos em cena.

Dentre os atores escalados temos: Shawn Ashmore, que já entrou na pele de Bobby Drake (Homem de Gelo) em X-Men, que aqui dá vida ao Jack Joyce, nosso protagonista; Dominic Monaghan, nosso querido hobbit Meriadoc Brandebuque, no papel de Willian Joyce e; Aidan Gillen, o ardiloso Petyr Baelish, também conhecido como Mindinho, em Guerra dos Tronos, como Paul Serene. Fazendo belas aparições temos também Lance Reddick, Marshall Allman, Patrick Heusinger, Mimi Michaels, Courtney Hope entre outros. Todos bem selecionados e bem dirigidos trazendo ótimas cenas, tanto digitais quanto em Live Action (mais pra frente explico melhor das Live Actions).

Jack Joyce, interpretado por Shawn Ashmore

Jack Joyce, interpretado por Shawn Ashmore

A dublagem é outro fator muito positivo. Temos as vozes dos próprios atores em inglês e dubladores profissionais em português, entregando todo o sentimento do momento na voz. As músicas são ausentes em boa parte do jogo mas, como em Alan Wake, quando aparecem, são ótimas.

Jogabilidade

Apesar do foco na história e dos longos trechos de conversas, Quantum Break tem momentos complicados de ação onde ficamos cercados por inimigos e precisamos utilizar todos os poderes de Jack a nosso favor.

A dificuldade do jogo é razoável. Simples na maior parte dos trechos, mas em alguns as coisas complicam bastante a ponto de precisar repensar sua estratégia. Se acostumar com os poderes de Jack é algo fundamental, você precisará de todos e logo estará utilizando todos os botões do controle. A mira é outro fator a se acostumar. Ela é bem pesada e leva um tempo até pegar o jeito.

Depois que você pega mais ou menos o jeito do jogo, não basta apenas derrotar os inimigos. Tem que fazer com estilo. E nisso o jogo ajuda bastante. Todos os poderes de Jack têm efeitos visuais incríveis e normalmente causam desaceleração do tempo. Ou seja, se planejar bem, conseguirá altas cenas ao estilo Matrix de ser.

A evolução de Jack no jogo se dá através das fontes de Cronum, encontradas através da campanha, que dão ao jogador pontos de melhoria a serem gastos nas habilidades. Todas as habilidades são aprendidas naturalmente pelo Jack através da história, mas só através das fontes de Cronum que elas podem ser melhoradas. As melhorias são de maior tempo em que a habilidade fica ativada, maior alcance e quantidade de disparos antes de exaurir as energias de Jack.

História

Aqui temos o ponto alto do jogo. Tão alto, que toma mais da metade da campanha. Temos um total de 5 Atos e 4 Episódios. Os Atos são divididos em Partes. Existem partes de conversa e partes de ação. O Ato 1, Parte 1, por exemplo, é um trecho onde apenas dialogamos e buscamos documentos para complementar a história. Já nos Atos 1-2 e 1-3 temos trechos de ação que vão se intensificando. Os Atos seguintes possuem divisões parecidas, alternando entre trechos de conversa e trechos de ação. Importante: Tente procurar todos os documentos, mais embaixo falo mais sobre eles.

Já os 4 episódios se passam entre os Atos e são em Live Action. São episódios de um pouco mais de 20 minutos cada onde, a partir do seguindo episódio, temos uma retrospectiva do episódio anterior (Lembram de Alan Wake?). Todos os episódios são de excelente qualidade. E não pensem que, por terem visto uma vez todos os episódios viram de tudo. Cada episódio possui mais de uma vertente e ainda existem pequenos trechos adicionais que são consequências de alguns atos específicos. A montagem é imperceptível e simplesmente espetacular. Netflix que se cuide. Temos aqui cenas de lutas, perseguições de carros, tiroteios e muitos diálogos que enriquecem ainda mais a história. Todas as atuações são excelentes e simplesmente lhe dão vontade de rever tudo de novo de uma forma diferente pra ver as alterações.

Mas eu estou falando muito da “história” sem falar nada dela. Bom, senta que lá vem ela. (Haverá alguns spoilers, mas prometo que serão irrelevantes para o desenrolar da história.)

Em outubro de 2016, nosso amigo Jack Joyce vai à universidade de Riverpool se encontrar com seu velho amigo, Paul Serene, que precisa de ajuda de alguém em quem possa confiar. E pra que seria essa ajuda? Simples: Fazer um experimento tecnicamente ilegal. Testar uma máquina do tempo com humanos!

A máquina do tempo funciona e vemos uma cena fantástica com 2 Paul Serene conversando entre si. Contudo, num segundo teste, William Joyce, irmão de Jack, aparece para tentar impedir. Entretanto, o tempo já está definido e tudo deve seguir seu curso. A máquina dá um problema com o núcleo e acaba bagunçando as partículas Cronum (partículas existentes em todo lugar que fazem o tempo seguir seu fluxo natural) e “bugando” o tempo. A partir desta ruptura, lapsos começam a acontecer e apenas Paul Serene e Jack Joyce (que foram expostos diretamente às Partículas Cronum e se tornaram Cronum Ativos) conseguem se mover sem ajuda de aparelho algum.

Jack então tenta fugir com William da faculdade para que possam bolar um plano de ação e impedir que o tempo se acabe por completo.

No final de cada ato existe um ponto de bifurcação. Nesse ponto de Bifurcação controlamos o líder da empresa Monarch em uma decisão. As decisões são praticamente opostas e determinam os próximos acontecimentos do jogo. Os resultados dessas decisões são mostrados exatamente nos episódios de Live Action. Então, com base em sua decisão, pode haver mortes em massa com as testemunhas do incidente na universidade ou uma jogada de Marketing para promover Jack como terrorista. A decisão é sua.

Contudo, nem tudo são flores. O jogo segue um fluxo natural. Modificar certas coisas não fará com que toda a estrutura do jogo mude. Apenas mudarão alguns detalhes. Enfatizando a idéia principal do jogo: O que tem de acontecer, VAI acontecer.

Devo informar também que viajamos no tempo. Voltando para o passado, passeando pelo futuro e coisas do tipo. Então, muita atenção aos detalhes. Eles são importantes e incrivelmente interessantes. Tentem prestar atenção em todos os detalhes dos diálogos e leiam TODOS os documentos.

Sobre os documentos: A grande maioria enriquece o enredo e os personagens, mas uma boa parte não afeta em nada a história, contudo, são divertidíssimos. Temos todo o script de Bruce e a Faca do Tempo, um filme muito sem noção e pra lá de engraçado de se ler, temos toneladas de referências ao Alan Wake (inclusive um livro escrito pelo próprio Alan) e referências ao filho mais velho da Remedy, Max Payne também fazem presença. Inclusive, no primeiro ato é possível encontrar uma televisão com um trailer que mostra Sam Lake (sim, em Live Action), bem legal. Então, se você já é fã da Remedy de longa data, certamente irá se deleitar com todos os Easter Eggs assim como eu.

Max.. digo, Sam Lake: O diretor Criativo da Remedy Entertainment dando uma palhinha no seu novo produto!

Max.. digo, Sam Lake: O diretor Criativo da Remedy Entertainment dando uma palhinha no seu novo produto!

Resumindo…

No início, os jogos eram simples e continham apenas um paninho de fundo pra explicar o que estava acontecendo, quando tinham… Com Final Fantasy tivemos o início dos enredos elaborados que foram se intensificando até chegamos a jogos icônicos com histórias fantásticas. Entretanto, parece que a criatividade dos desenvolvedores com enredos está diminuindo nos últimos anos. Podemos citar de memória jogos recentes a serem jogados por conta do enredo, e nem levaria muito tempo.

Em Quantum Break, a Remedy arregaçou as mangas e mostrou como se conta uma boa história, assim como fez no excelente Alan Wake. E esse objetivo, prezados leitores, foi cumprido com louvor. Quantum Break tem uma história complexa e empolgante, exibida de forma única até então. Ao mesmo tempo que você é desafiado a juntar as peças do quebra cabeça, você não consegue segurar a curiosidade para saber o que vai acontecer em seguida, e nem se incomoda com os mais de 20 minutos de Live Action. Na verdade, até esquece o controle do lado de tão entretido que fica.

Alie isso a um bom gameplay (pelo menos depois que se pega o jeito) e a efeitos visuais incríveis, temos um ótimo candidato a jogo do ano, sem sombra de dúvidas.

Lembrando que a compra do jogo na Pré-Venda garante também Alan Wake’s American Nightmare, jogo de Xbox 360 jogável no Xbox One. Como o jogo será lançado em 5 de abril, a Pré-Venda conta até dia 4 de abril. Corre lá!