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Game Review: Ori and the Blind Forest Definitive Edition

por em 13 de março de 2016
Detalhes
 
Desenvolvedor
Gênero
Tempo de Jogo

7 a 12 horas

Sinopse

A floresta de Nibel está morrendo. Após uma poderosa tempestade iniciar uma série de eventos devastadores, um improvável herói fará uma jornada para encontrar sua coragem e confrontar um inimigo sombrio para salvar seu lar. Ori and the Blind Forest conta a história de um jovem órfão destinado a feitos heróicos num jogo de ação e plataforma com visual impressionante, criado pela Moon Studios para Xbox One. Com um trabalho artístico pintado à mão, atuação meticulosamente animada de personagens e uma trilha sonora inteiramente orquestrada, Ori and the Blind Forest explora uma história emocionante sobre amor e sacrifício, além da esperança que existe em todos nós.

Série/Franquia

Ori and the Blind Forest

Diretor/Produtor

Moon Studios

Data de lançamento

11 de março de 2016

Avaliação do Editor
 
Jogabilidade
9.2

 
Gráfico
9.8

 
Modo Single Player
9.5

 
Modo Multiplayer
0.0

Pontuação Total
9.5

Deslizar para avaliar
Avaliação do Usuário
 
Jogabilidade
8.6

 
Gráfico
10

 
Modo Single Player
10

 
Modo Multiplayer

Pontuação do Usuário
2 ratings
9.5

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Hoje passearemos pelas terras de Nibel neste mais que belo jogo que foi uma das grandes surpresas de 2015. Hoje falaremos de Ori and the Blind Forest.

Desenvolvido pela Moon Studios, empresa independente (SIM, Ori and the Blind Forest é um jogo indie.. aceite..) e publicado pela Microsoft, Ori and the Blind Forest é um jogo de plataforma com elementos de RPG lançado em 11 de março de 2015 para Xbox One e Windows (PC) e ganhou um upgrade com sua Definitive Edition no dia 11 de março de 2016 (Sim, exatamente um ano depois. Legal, né?).

Ori na toca de Naru

Ori na toca de Naru

Visual

Ori, apesar de ser um jogo indie, não foi feito por amadores. Não mesmo. A equipe de desenvolvimento contava com profissionais que já haviam trabalhado em grandes projetos. Então o que temos aqui é algo de excelente qualidade.

A animação é extremamente fluida com designs lindíssimos tanto de cenários quanto de personagens. Os efeitos de iluminação são de encher os olhos e a trilha sonora é marcante e dá aquela grandiosidade marota nos momentos certos. Só posso dar meus parabéns para os desenvolvedores.

Belíssimos efeitos de iluminação

Belíssimos efeitos de iluminação

Não há dublagem para se avaliar. Os personagens não falam, fazendo com que boa parte da história seja contada através de linguagem corporal (Tipo o que o Charles Chaplin fazia em seus filmes). A única fala vem do Espírito da Árvore de Nibel. Uma entidade que narra toda a história em uma língua fictícia que lembra bastante o Dormin de Shadow of the Colossus.

Conforme mencionei acima, a trilha sonora é lindíssima. E assim como fiz em outros textos, vou deixar a música que mais gostei aqui embaixo. Apreciem:

Jogabilidade

Ori se trata de um jogo de plataforma, então seus maiores desafios serão puzzles onde você precisa ir de um lugar a outro através de saltos de precisão e de habilidades especiais que Ori ganha durante a jornada.

Os controles são simples e respondem muito bem ao jogador. Mas deve-se tomar cuidado. Ori é muito rápido, então por muitas vezes seu salto vai passar do objetivo. Mas relaxem, da pra controlar o Ori no ar, basta um pouco de prática.

Os inimigos são os próprios animais da floresta. Dentre eles temos corujas, sapos, peixes etc. Os inimigos em si não são tão complicados. E muitos deles são utilizados estrategicamente nas acrobacias do Ori, que ganha uma habilidade que o permite “quicar” em algum inimigo ou projétil para se lançar em qualquer direção (dominem essa arte, ela é de fundamental importância).

Mas o que os inimigos têm de tranquilos, os saltos e puzzles de Ori tem de brutais. O jogo, na dificuldade normal, é difícil com momentos realmente amargos. Em meu gameplay, que levou cerca de 7 horas e meia, morri cerca de 240 vezes (é, o jogo conta isso e deixa bem à vista quando você pausa o jogo). Então, quando forem jogar, paciência, jovens. Aprendam com os erros para ir mais adiante na vida seguinte.

Outra coisa digna de nota é que, nas minhas mais de 7 horas de jogo, não presenciei um bug sequer. Nenhum errinho de cenário, de inimigo tremendo nem nada do tipo. Coisa que em pleno 2016 é algo a ser aplaudido.

O mapa do jogo pode ser explorado tendo como única restrição as habilidades ainda não adquiridas de Ori.

O mapa do jogo pode ser explorado tendo como única restrição as habilidades ainda não adquiridas de Ori.

Como mencionei acima, Ori tem elementos de RPG. Bom, quando você derrota inimigos, eles derrubam orbs laranjas. Quando você pega estas orbs, um círculo no meio da tela vai se enchendo. Quando ele se enche por completo, Ori ganha um ponto de habilidade. Com os pontos de habilidade podemos melhorar as habilidades de Ori em 3 árvores. Uma de combate, uma de exploração e uma de recuperação. Não há, porém, nenhuma habilidade real aqui, apenas upgrades das habilidades que Ori ganha durante a jornada. Por exemplo, Ori, quando encontra Sein, pode utilizar a chama espiritual. Gastando pontos de habilidade você consegue fazer com que o dano da chama aumente, seu alcance e até mesmo fazer com que ela acerte mais de um inimigo ao mesmo tempo. E por aí vai.

Orbs laranjas também podem ser encontradas pelo cenário. Existem também Orbes especiais que podem lhe dar um ponto de habilidade, um ponto de vida ou um ponto de energia. Esses orbes ficam escondidas no cenário, então procurem bem por possíveis entradas.

Outra dica que dou é: Ministre bem seus pontos de energia. Com eles você pode criar elos espirituais que servem para salvar o jogo e, eventualmente com pontos de habilidade gastos, restaurar um pouco de vida. O jogo só é salvo nesses momentos ou quando você muda de mapa. Então aprenda a salvar com frequência ou a frustração das mortes será bem maior.

O jogo também possui áreas sinistras, mas elas também tem sua beleza.

O jogo também possui áreas sinistras, mas elas também tem sua beleza.

História

Nosso protagonista, Ori, é um guardião da floresta criado pelo Espírito da Árvore. Durante uma tempestade Ori caiu da árvore ainda recém-nascido. Naru, nosso segundo personagem, o encontra e o cria como se fosse seu próprio filho. Podemos ver na própria introdução do jogo o tempo passando e o elo entre os dois crescendo.

Contudo, durante uma grande explosão de energia, a Árvore Espiritual aparentemente morreu e seu suporte foi retirado da terra de Nibel, desequilibrando os três elementos e corrompendo toda a floresta fazendo com que toda a vida se definhasse. Naru, em um ato de sacrifício, dá todo o resto de comida para Ori dizendo que não está com fome. Percebendo que não havia mais comida, Ori sai para buscar algumas frutas. Mas quando volta, Ori encontra apenas o corpo de Naru imóvel, já sem vida.

Sem ter para onde ir, Ori começa a vagar pela floresta sem esperança até que cai morto. Sein, uma entidade da floresta o encontra e o revive. Sein também diz para Ori que ele é a única esperança que a floresta tem de voltar à vida.

Ori parte então em sua jornada para reestabelecer os 3 elementos, Água, Ventos e Calor, e trazer o equilíbrio de volta à Nibel. O por que de tudo isso ter acontecido é contado em flashbacks que são relativamente interpretativos, tendo em vista a forma de expressão utilizada: a linguagem corporal.

Mas vai o que eu entendi, e aqui temos alguns SPOILERS. Caso não queira ver, pule para a próxima categoria “Definitive Edition”.

Após Ori ter caído, o Espírito da Árvore emitiu um pulso de energia para encontra-lo. Contudo, o pulso foi forte demais e acabou matando alguns filhotes de coruja recém-nascidos. A mãe destes filhotes, Kuro, cega pelo instinto de proteção para com seu último filhote (que ainda não havia chocado o ovo), retirou o núcleo da Árvore, que vem a ser Sein. Quando Kuro tirou Sein de seu lugar, o resultado foi a explosão que causou o definhamento da floresta. O resto, você vai saber jogando.

Definitive Edition

A edição definitiva do jogo, lançada exatamente 1 ano após o jogo original, trouxe mais áreas a serem exploradas e que contam um pouco da história de Naru, mais níveis de dificuldade, que vai do fácil até o “uma vida” (acho que o cara tem que ter jogado o jogo completo umas 20 vezes pra ir nesse nível…) e melhorias na jogabilidade, o que não pude contestar por não ter jogado a versão original.

De qualquer modo, caso você adquira o jogo agora, não poderá comprar a versão original, apenas a definitiva, que está custando R$ 39,00 na loja da Microsoft (o mesmo preço da versão original até dia 10 deste mês).

Conclusão

Ori and the Blind Forest é um jogo belíssimo em todos os aspectos. Trilha sonora linda, gráficos de encher os olhos e jogabilidade fluida, fora uma história bem emocionante. Agora com a dificuldade mais atenuada, qualquer pessoa pode jogar tranquilamente e o preço torna o jogo bem amigável, garantindo aí 7 horas de diversão para concluir a campanha mas, certamente, mais de 10 horas para conclusão total do jogo.

Minha nota para o jogo é 9,5.