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Resenha: Star Wars – Marcas da Guerra; uma jornada ainda distante de “O Despertar da Força”

por em 7 de março de 2016
Detalhes
 
Editora
Lançado em

2015

Nome original

Journey to Star Wars: The Force Awakens “Star Wars: Aftermath"

Positivos

Personagens cativantes
História divertida
Presença do Universo Star Wars
Personagens conhecidos da saga

Negativos

Não tem quase nenhuma ligação com novo filme
Interlúdios com baixa ligação com a trama principal

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Sinopse
 

O que aconteceu depois da destruição da segunda Estrela da Morte?

Qual o destino dos remanescentes do Império Galáctico e dos antigos Rebeldes, agora responsáveis pela fundação da Nova República?

Marcas da Guerra é o 1º livro do cânone oficial que procura mostrar o que acontece depois do clássico Episódio VI: O Retorno de Jedi.

 

Star Wars Marcas da Guerra, intitulado como uma jornada para “Star Wars: O Despertar da Força”, veio em um momento em que a Disney anunciou que iria “rebootar” o Universo Estendido de Star War. Recebi essa notícia com bastante receio, afinal, ali estavam anos de histórias sobre vários personagens importantes da saga (Galen Marek, o “Starkiller”, Mara Jade, etc), porém, por outro lado senti um alívio ao ver que alguns deslizes permitidos por George Lucas, ou cometidos por ele, seriam de certa forma apagados da timeline oficial de Star Wars.

Mas, um fator que me fez ver a notícia com um aspecto positivo é o fato de que a partir daquele momento, o antigo Universo Estendido de Star Wars seria transformado em Legends, e todas suas histórias não passariam de lendas, que poderiam ser reais, ou não, dando total liberdade à Disney para criar novos contos e foi nesse cenário que surgiu o livro “Star Wars Marcas da Guerra”.

Mentalmente imaginei o trabalho que a Disney vem fazendo no Universo Marvel e pensei que veria o mesmo com Star Wars! Com várias mídias se entrelaçando e muitas referências e histórias fragmentadas entre si. Ledo engano. O livro não é ruim, longe disso, é bem divertido e tem uma linguagem bastante acessível, mas peca onde ele deveria ser forte: conectar os acontecimentos de “O Retorno de Jedi” (1983) com “Star Wars: O Despertar da Força” (2015).

Infelizmente a expectativa gerada não foi entregue, pois o livro de fato não traz essa conexão, e isso me frustrou um pouco, mas a história do livro compensa essa falha.

Star Wars Marcas da Guerra

Capitão Wedge Antilles

Ele começa com o Capitão Wedge Antilles em busca de vestígios imperiais, mas o que realmente interessa são os cinco novos personagens: Norra Wexley, Temmin Wexley, Jas Emary, Sinjir Rath Velus e Almirante Rae Sloane.

Norra e Temmim são mãe e filho, e ela é uma piloto da Aliança Rebelde que esteve nas duas batalhas que resultaram nas destruições das Estrelas da Morte do Império. Por ter deixado Temmim sozinho em um planeta sórdido (trama conhecida né?) ele é revoltado e odeia sua mãe, além de ser um exímio inventor e dono de uma lojinha de sucata.

Jas é uma caçadora de recompensas que está a espreita de um alvo, mas acaba encontrando mais alvos em potencial e decide que quer capturar todos de uma só vez, Sinjir, um ex-imperial que após a batalha de Endor decidiu largar o império. E por fim, Ray Sloane é uma imperial, Almirante e feliz proprietária de um Star Destroyer.

Todos estão no planeta Akiva, que fica fora dos domínios da Nova República e é dominado por gângsters, mercenários e tinha presença do Império. Apesar de não fazer parte dele.

“Como em muitos mundos na Orla Exterior, girando nos próprios eixos nos limites do espaço conhecido, os imperiais usavam o planeta, mas jamais poderiam reivindicar oficialmente o direito sobre Akiva, ou talvez jamais fossem reivindica-lo.” p.43

No decorrer da história vemos personagens conhecidos como: Almirante Ackbar, Princesa Leia, Han Solo, Chewbacca e isso nos dá uma impressão de que a qualquer momento teremos alguma pista sobre Luke, Rey, etc, mas nada disso acontece, exceto por alguns dos poucos bons momentos dos interlúdios do livro…

Achando que a trama principal já não tem personagens suficientes, o autor ainda lhe obriga a acompanhar em apenas um ou dois capítulos a história de vários personagens aleatórios ao redor da galáxia, que tem uma ligação bem pequena com a trama principal, para não dizer que não há conexão.

Mesmo com tais pontos negativos, recomendo sim a leitura do livro. A história é legal e divertida e mesmo com a ausência de Jedi e Sith não deixa de nos transportar para o universo de Star Wars. Se o título do livro não prometesse uma jornada para “O despertar da Força”, eu lhe daria nota máxima.