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Crítica: Independence Day: O Ressurgimento; Mesma fórmula, mesma diversão

por em 23 de junho de 2016
Detalhes
 
Ano de lançamento

2016

Título original

Independence Day: Ressurgence

Duração

2h 9m

Roteiro

Roland Emmerich, Dean Devlin, Carter Blanchard

Positivos

Efeitos especiais com qualidade
Excelente fotografia
Cenas de destruição épicas
Usa mesma fórmula do primeiro, por isso diverte

Negativos

Segundo ato deixa filme mais parado

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Sinopse
 

Nós sempre soubemos que eles voltariam. Depois de Independence Day redefinir o gênero de filmes de desastres, o próximo épico capítulo leva a uma catástrofe global em escala inimaginável. Usando a tecnologia alienígena recuperada, as nações da Terra têm colaborado em um programa de defesa imenso para proteger o planeta. Mas nada pode nos preparar para a força avançada e sem precedentes dos alienígenas. Somente a ingenuidade de alguns valentes homens e mulheres pode trazer nosso mundo de volta da beira da extinção.

 

Quando eu soube que Independence Day voltaria aos cinemas, fiquei muito empolgado, afinal, sou fã de filmes de ficção científica, e muito fã do filme clássico de 1996 que redefiniu o gênero de filmes de destruição, e mostrou alienígenas com suas naves super rápidas com lasers, tentáculos, e poderes telepáticos sendo vencidos por um vírus de computador.

Quando Will Smith foi confirmado fora do elenco de Independence Day: O Ressurgimento fiquei apreensivo, afinal, o Capitão Hiller havia sido o grande herói, junto com David Levinson e o Presidente Thomas Whitmore e seu discurso memorável. Se você não lembra, assista e se emocione:

Mesmo com minha apreensão, o personagem de Will Smith logo é esquecido, alias, ele serve como combustível para dar ignição ao filme e colocar a história nos trilhos. Seu filho, Dylan Hiller, aquele moleque de boné e macacão do primeiro filme, seguiu os passos do pai, e o substitui, não no mesmo papel, apenas levando o legado da família na recém formada franquia.

Jessie-Usher-Independece-Day-2

Apesar de ser uma continuação explícita, o novo filme repetiu a mesma fórmula do primeiro. Tem discurso, nave mãe alienígena estacionando na terra, muita destruição, planos para derrotar os aliens com menos recursos, a diferença está na escala em que tudo acontece. Em Independence Day: O Ressurgimento tudo é tão grandioso, que às vezes mal coube numa tela de IMAX. E isso é bom.

Se você gostou do primeiro filme, ignorou todo o absurdo e se divertiu feito criança (que provavelmente você era 20 anos atrás), se divertirá nesse filme. Se você não gostou, nem tente ver o novo filme, não é para você.

Se Independence Day (1996) destruiu a Casa Branca, O Ressurgimento foi mais “democrático” e devastou metade do planeta, então se você pedia por diversidade e inclusão, vai ter, só que de forma bem catastrófica. E falando em inclusão, temos a presença marcante da China, que ultimamente tem garantido o sucesso ou fracasso de filmes Blockbuster com sua presença nas bilheteria. A atriz chinesa Angelababy é uma das coadjuvantes.

Os coadjuvantes tiveram momentos de brilho durante o filme e não deixaram a desejar, e o trio de protagonistas formado por Liam Hemsworth (Jogos Vorazes: A Esperança – O Final), Maika Monroe (Corrente do Mal) e Jessie Usher (Quando o Jogo está Alto) segurou bem o filme do início ao fim.

Elenco do filme, reunindo atores novos e veteranos

Elenco do filme, reunindo atores novos e veteranos

Vai ter continuação sim, e se reclamar…

O filme deixou claro que vai ter uma continuação, ou melhor, que esse é o início de uma nova franquia que terá vários filme, e conteúdo para isso parece não faltar. Foram dadas várias pistas de que esse é filme serviu para testar a reação do público para um filme que fez muito sucesso 20 anos atrás.

Caso a reação seja positiva, e espero que sim, veremos mais Independence Day nos cinemas. E adoro isso, se o roteiro foi fraco e repetitivo algumas vezes, o espetáculo visual na tela é recompensador.

Independence Day: O Ressurgimento é um daqueles filmes que você precisa ver para sair do cinema em choque, depois de uma overdose visual, além de ser uma excelente ficção científica, que destrói o mundo, mas se diverte.