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Crítica: Alita – Anjo de Combate

por em 14 de fevereiro de 2019
Detalhes
 
Ano de lançamento

2019

Título original

Alita: Battle Angel

Duração

122 minutos

Roteiro

James Cameron, Laeta Kalogridis, Robert Rodriguez

Positivos

+ CGI de última geração
+ Cenas de ação bem coreografadas
+ Carisma da Alita

Negativos

- Previsibilidade do Roteiro
- Pouca exigência dos demais atores

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Sinopse
 

Uma ciborgue é descoberta por um cientista. Ela não tem memórias de sua criação, mas possui grande conhecimento de artes marciais. Enquanto busca informações sobre seu passado, trabalha como caçadora de recompensas e descobre um interesse amoroso.

 

Alita: Anjo de Combate é um filme de ficção científica e ação inspirado no mangá originalmente intitulado Gunnm. O projeto do filme já é bem antigo, tendo seus primórdios em meados do ano 2000. Mas depois de uma longa novela, finalmente poderemos ver mais uma obra ambiciosa de James Cameron.

Sobre o filme

Alita é achada no lixão da cidade e é remontada pelo Dr. Ido. Contudo, quando acorda, ela não possui nenhuma memória de seu passado. Dr. Ido avisa que provavelmente com o tempo as memórias voltarão. O que de fato acontece e ela percebe que é muito mais do que imaginava e está no meio de algo muito maior do que aparenta.

Assim como em Avatar, Alita traz um enredo simples, e até mesmo previsível. Contudo, em momento algum a história se torna desinteressante. O carisma da Alita faz você se envolver com a história. Faz você ter curiosidade pelo passado dela, e ter vontade de ver o que virá no futuro.

Alita é completamente digital, recebendo da sua atriz, Rosa Salazar, a voz e os movimentos, utilizando tecnologias como Fusion Camera, captura facial e Simulcam. Um resultado que já era fantástico em Avatar, aqui está de cair o queixo. A cidade está belíssima, as pessoas com próteses robóticas estão totalmente críveis e a interação entre máquinas e humanos está perfeita. Difícil dizer onde termina a CGI e onde começam os efeitos.

Por falar em visual, o grande chamativo do filme são as cenas de ação. E que cenas. O posicionamento da câmera é excelente, temos planos abertos e cenas de ação sem cortes excessivos, o que torna a experiência excelente. Em nenhum momento você se perde do que está acontecendo na tela, o que é um feito considerável, levando em conta que em algumas cenas Alita enfrenta vários inimigos.

A coreografia também é outro destaque. Como temos pessoas com implantes robóticos, ou mesmo com corpos inteiramente robóticos, a forma de movimentar-se varia de personagem pra personagem. E o filme considera isso nas cenas de batalha.

Continuação

O filme possui um arco fechado deixando um gancho para uma continuação. Já era sabido que James Cameron pretendia fazer dele uma trilogia. Em entrevista ele confirmou que existe a intenção, mas que nada está certo. Eles querem levar o projeto com calma, ver se o filme irá se provar para então confirmar uma continuação.

Bom, pelo menos sabemos que Cameron estará ocupado com a série Avatar, que já conta com mais 2 filmes confirmados até 2021, com o primeiro deles, Avatar 2, previsto para dezembro de 2020, e mais 2 filmes planejados, mas ainda não confirmados.

Considerações finais

Alita é um filme que surpreende pelos efeitos visuais e pelas cenas de ação muito bem executadas. Caso o seu objetivo ao ir ao cinema seja deleitar seus olhos, isso certamente será atingido.

E é óbvio que, caso você tenha opção de ver em salas especiais, como por exemplo as salas do IMAX, é totalmente indicado que o faça.