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Game Review: Shadow of the Colossus

por em 16 de outubro de 2016
Detalhes
 
Tempo de Jogo

15 a 20 horas.

Série/Franquia

Ico

Diretor/Produtor

Team Ico

Data de lançamento

Outubro de 2005

Avaliação do Editor
 
Jogabilidade
9.1

 
Gráfico
9.6

 
Modo Single Player
9.5

 
Modo Multiplayer
0.0

Pontuação Total
9.4

Deslizar para avaliar
Avaliação do Usuário
 
Jogabilidade
9.2

 
Gráfico
9.7

 
Modo Single Player
7.7

 
Modo Multiplayer
3.3

Pontuação do Usuário
3 ratings
7.5

You have rated this

 

Hoje falaremos de um clássico dos vídeo games. Uma obra de arte de sua época. Um divisor de águas. Um antro de teorias com e sem fundamentos. Hoje falaremos de Shadow of the Colossus.

Desenvolvido pela Team Ico e publicado pela SCE (Sony Computer Entertainment), Shadow of The Colossus é um jogo de ação e aventura e, por que não?, quebra cabeça lançado em outubro de 2005 para PlayStation 2 e em setembro de 2011, em versão HD junto com Ico, para PlayStation 3.

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Visual

Em uma época onde o mundo estava conhecendo Kratos, Shadow of the Colossus pode ser considerado um jogo com ótimos gráficos. Mas até hoje ainda impressiona por sua arte surreal.

Característica herdada de seu antecessor, Ico, SotC traz uma atmosfera imersiva de solidão e, mais do que nunca, de imensidão. Você se vê preso em um trecho de algum continente onde temos mar de um lado e montanhas de outro. Mas nesse meio temos desertos, rios, florestas densas, pântanos, cavernas e cachoeiras. Tudo muito rico em detalhes, o que impressionava na época.

A trilha sonora é ausente o jogo quase inteiro, aumentando ainda mais a sensação de solidão neste vasto mundo. Contudo, nos momentos em que dá as caras, soa quase etéreo. Mas não adianta descrever aqui. Escutem enquanto leem o resto da análise.

Jogabilidade

Shadow, assim como seu antecessor, não amplifica as habilidades de seu protagonista. Muito pelo contrário, começamos com Wander bem franguinho mesmo. Algo que não muda muito durante o jogo (com o avançar da história ele só consegue ficar pendurado por mais tempo e aguenta mais golpes, mas nada de força ou velocidade aumentadas).

Wander pode andar, correr, cavalgar, saltar, rolar, escalar, atirar com arco e flecha e usar uma espada. Algumas dessas coisas simultaneamente (tipo cavalgar e atirar com arco e flecha). Mas nenhuma dessas coisas é feita de forma exemplar. A velocidade de corrida, a altura do salto e mesmo os golpes de espadas são bem deprimentes. Mas isso serve para mostrar que Wander não é um herói normalmente preferido, mas uma pessoa comum com uma missão impossível.

A ordem dos colossos não é livre. A espada indicará os colossos na ordem certa, para isso, você deve ir para um local ensolarado e levantar a espada. Os raios solares convergirão formando um só feixe de luz para a direção correta, caso elas divirjam, basta ir mudando a direção até elas convergirem.

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Nossos oponentes: Os Colossos. Cada oponente é único, possui comportamento distinto e um método próprio de ser enfrentado e derrotado. A parte de quebra-cabeça citada no início da análise se mostra aqui: Descobrir como enfrenta-los e derrota-los. Alguns são bem óbvios e você mata a charada em poucos minutos. Outros possuem sistemas bem elaborados fazendo necessária uma interação com o cenário (até mesmo destruição dele).




A receita do bolo então é: Encontrar, utilizando a espada de Wander no mesmo sistema explicado 2 parágrafos atrás, os pontos fracos dos colossos, analisar a anatomia do colosso e o ambiente em volta. Uma vez feito isso, você provavelmente terá uma noção de como ir até o ponto fraco. Se você não encontrar de cara, não desista. Em alguns colossos eu levei mais de 15 minutos para descobrir como fazer e quase uma hora para fazê-lo (Maldita tartaruga….).

Fora os colossos, a vida no pequeno trecho de continente que você está se resume à lagartos, águias, peixes e frutas. Frutas podem ser comidas para aumentar a vida de Wander. Lagartos podem ser comidos para aumentar a estamina dele. Peixes podem ser montados, embora não seja uma tarefa tão simples. Existe um troféu para “cavalgar” um peixe por alguns segundos e essa é a única razão pela qual sei dessa capacidade do Wander. Águias tem um uso mais interessante que mais tarde eu explico.

Fora frutas e lagartos, a vida e a estamina de Wander vão crescendo à medida que os colossos vão sendo mortos. Então não é realmente necessário procura-los. Contudo, facilitarão bastante sua vida nos últimos colossos.

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A batalha mais incrível deste jogo se dá contra o Colosso Phalanx, já na reta final da campanha.

História

Nosso protagonista (não vou chamar de herói… só de protagonista mesmo…) é Wander, cujo objetivo é ressuscitar uma garota chamada Mono. Sabemos que Mono foi sacrificada e que Wander roubou a espada sagrada que poderia propiciar tal feito. E é com isso que começamos nossa campanha.

Dormin, um ser sem corpo físico fala com Wander e diz que para ressuscitar Mono ele deve destruir as 16 estátuas presentes no corredor onde eles se encontravam. Contudo, tal feito era impossível, pois as estátuas eram protegidas por magia antiga. O único modo de destruí-las seria matando as criaturas ligadas a elas: os Colossos. Wander então parte em sua jornada para matar os colossos, destruir as estatuas e ressuscitar Mono.

Boa parte da história é bem interpretativa, então colocarei logo abaixo a minha interpretação dela. Cuidado, SPOILERS:

Dormin é uma entidade perigosa, algo tipo um demônio, e usa Wander para quebrar os selos da prisão que o mantinham em forma espiritual: Os Colossos. Esses selos são mencionados pelos homens que posteriormente chegam ao continente. Cada colosso contém uma parte do espírito de Dormin e quando é morto, esse pedaço de espírito é transferido, no caso, para Wander.

À medida que Wander avança em sua campanha, sua aparência vai mudando. A pele vai ficando mais clara, veias negras ficam visíveis e chifres começam a surgir. Após completada a campanha a verdadeira intenção de Dormin é revelada e Wander se torna seu corpo.

Então, sim. Jogamos com o vilão da história. E é exatamente por isso que as mortes dos Colossos são tão melancólicas. Eu mesmo tinha a maior pena de mata-los, mas estava tão obcecado pela história que avancei assim mesmo.

Fim dos SPOILERS.

Conclusão

Como mencionei antes, Shadow é um divisor de águas. Ou as pessoas o amam ou o rejeitam totalmente. Eu sou um dos que ama essa atmosfera criada pela Team Ico. Posso não garantir que você vá gostar do jogo, mas garanto que vale a pena dar uma conferida caso você não o conheça.

E se você gostar, vai entender por que houve tanta vibração quando a Sony anunciou este ano o The Last Guardian, que deve ser lançado ainda este ano. O primeiro anuncio oficial do jogo foi em 2007 (e seria para PlayStation 3), e estamos até hoje nessa espera. Será que ela finalmente acabou?

Ah, e antes que eu esqueça. Em um trecho do mapa, entre os lados centro-oeste e sudoeste, há um trecho montanhoso com um rio e, do outro lado do rio, desertos. Nesse trecho montanhoso, bem lá em cima, habitam águias e, como disse anteriormente, elas têm um uso mais interessante: podem carregar o Wander! Caso queira o troféu “Hang Glider”, esse é o local. Fora que aqui podemos ver os gráficos do jogo de uma forma magnífica.