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Game Review: Devil Daggers

por em 24 de outubro de 2017
Detalhes
 
Tempo de Jogo

252 Horas

Sinopse

Um verdadeiro shooter old school que vai te desafiar e testar todos os seus limites e habilidades.

Diretor/Produtor

Sorath

Data de lançamento

18 de Fevereiro de 2016

Positivos

+ Ótima Jogabilidade
+ Arte Gráfica Impecável
+ Design de Som
+ Desafiador
+ Único
+ Old School

Negativos

- Simples, mas muito difícil
- Nenhum modo adicional

Avaliação do Editor
 
Jogabilidade
10

 
Gráfico
10

 
Modo Single Player
8.0

 
Modo Multiplayer
10

Pontuação Total
9.5

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Avaliação do Usuário
 
Jogabilidade

 
Gráfico

 
Modo Single Player

 
Modo Multiplayer

Pontuação do Usuário

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Bottom Line
 

Uma experiência imperdível e única para todos que curtem o estilo, principalmente para quem é old-school.

 

Devil Daggers é um jogo de tiro em primeira pessoa – FPS – inspirado nos pais do estilo, misturando FPS com elementos arcades, uma fórmula que funciona extraordinariamente bem – quando feito da forma certa, algo que a Sorath alcançou com muito sucesso.

Com gráficos pixelados numa engine própria e com design artístico e sonoro todo feito “a mão”, Devil Daggers foca numa jogabilidade rápida, fluida e dinâmica, permitindo diversas técnicas utilizadas em muitos games do passado, com fortes elementos de Quake, como “speed jump” ou “bunny hopping”, uma técnica de movimentação avançada para ganhar velocidade extra, pulando rapidamente e sucessivamente; ou mesmo o “dagger jump”, uma versão do “rocket jump” presente em muitos games clássicos, que é dar um tiro explosivo mirando no chão enquanto pula para alcançar alturas muito maiores e até mesmo executar complexas manobras, tanto ofensivas como defensivas.

Numa ambientação bastante sombria e pesada, a introdução de Devil Daggers já impacta por sua temática obscura, numa música de arrepiar e trazer sensações que fazem lembrar escuridão, abismos e morte.

Então, clico em Play e imediatamente sou posto diante de uma brilhante adaga dourada, a única fonte de luz no que parece ser uma pequena arena mergulhada nas trevas. Aproximo e pego a adaga. Tudo apaga e, de repente, estou no centro da Arena, envolto de uma nova luz, mas que agora revela uma área muito maior cercada de trevas densas e profundas.

Logo, em poucos segundos, surge um estranho som, parecem entranhas em contração, e, ao olhar do centro da Arena em direção ao som, de longe, vindo das trevas além, se aproxima uma forma estranha, com tentáculos para cima e, como se estivesse vomitando, saem várias caveiras pequenas e uma grande. E como todo bom gamer, começo a atirar rajadas de adagas mágicas que saem da sua mão.

E assim, rapidamente, extermino o grupo de pequenas caveiras malignas. A grande ainda circula pela Arena, flutuando e rodando sem uma direção certa. Dou um tiro certeiro e a caveira se despedaça, espalhando sangue para todo lado, manchando os blocos de pedra no chão. E uma gema vermelha cai e vem em minha direção, emitindo um brilho e um som característico. Ainda falta o “spawner” – Squid, com tentáculos para cima, com uma caveira invertida com uma gema vermelha no que seria a boca.

Antes que eu pense mais, um novo som surge, e mais um Squid aparece. Entranhas em contração e mais um vômito de caveiras. Em poucos segundos, quatro já apareceram. Silêncio. Um som maior e mais alto, e viro rapidamente. Um Squid que parece maior surge. Mas há algo mais vindo das trevas… Parece uma caveira enorme com patas de… É uma aranha! Mas não tenho muito tempo para reagir, pois o som de uma caveira grande e furiosa aumenta por trás de mim. Não é igual à primeira, mas outra, mais forte e rápida que me persegue como as pequenas.

Rapidamente me livro dessa nova ameaça, mas a gema não vem em minha direção. Está flutuando lentamente em direção à aranha, e entendo o que ela faz. Tento chegar rapidamente até ela, pois de longe é difícil acerta-la, pois não há mira na tela. Com certa dificuldade, então, a destruo também, e sai mais uma gema que, dessa vez, vem em minha direção juntamente com a da outra caveira. A tela brilha e tudo entra em câmera lenta. A minha mão parece brilhar diferente e a postura mudou. Estou mais forte.

E já há outros Squid’s aparecendo, dois por vez, com intervalo de poucos segundos. E já não há mais folga. Ouvidos e olhos bem atentos aos sons de entranhas e vômito de caveiras, ou a alguma aranha que possa surgir. Até que surge uma nova aranha. Você pula rapidamente até lá, mas algo simplesmente sai do chão, uma centopeia, que rodopia, empurrando tudo ao redor enquanto me persegue, ondulando pelo ar.

Enquanto penso o que fazer e como derrubar essa centopeia, logo aparecem novos Squid’s, com mais caveiras me perseguindo. E já estou cercado. Coletei várias gemas que caíram, e as adagas que atiro não parecem suficientes. Arrisco derrubar rapidamente a centopeia e, quando menos se espera, uma nova câmera lenta, como em slowmotion. Sons como gritos surgem e sua mão está mais aberta e brilhando com mais poder.

Com essa nova força, está mais fácil dizimar as várias caveiras que circundam e infestam a Arena, onde tudo quer te matar, e o menor toque a qualquer dessas coisas malignas é morte instantânea. Mas elas não parecem diminuir. A cada poucos segundos mais e mais surgem das trevas e está difícil manter o controle da Arena, até que uma nova centopeia surge em conjunto com aranhas enquanto caveiras te perseguem. Não há mais para onde fugir… As aranhas estão absorvendo as gemas antes que eu as elimine e estou cercado por cima e por todos os lados.

Um grito de agonia é dado e uma tela surge mostrando meu desempenho. Os segundos sobrevividos, o número de gemas coletadas, o número de inimigos destruídos e a porcentagem da sua mira. Também aparece sua colocação num ranking global e dos seus amigos e amigas da Steam, e então você percebe o quão ruim foi. Retry.

E entro na Arena mais uma vez, convicto que dessa vez farei melhor, controlando e me movimento habilmente, enquanto destruo as caveiras e coleto as gemas para aumentar meu poder. Simples, mas nada fácil.

Morro bem antes do que na primeira tentativa. Retry. Não vou morrer dessa forma novamente. Retry. Morri por besteira. Retry. Puxa! Não vi aquela caveira pelo meu lado direito. RETRY. Descubro que se eu apertar a letra R reinicia a Arena antes de esperar a tela de morte. R. Droga, caí da arena. R. Preciso melhorar essa pontaria. R. Finalmente matei aquelas aranhas, mas morri pra caveira. R. Que raiva, as aranhas estavam pegando todas as gemas e perdi o controle da Arena. R…

E assim segue, tentando dominar a Arena cada vez mais, subindo cada vez mais no ranking global, até chegar pelo menos nos mil primeiros, e depois no top cem, e depois no invejável top 10 e, com muito esforço e dedicação, a honra de estar no top 3, necessitando de pelo menos dez mil segundos vivo.

Vale lembrar que Devil Daggers possui apenas uma única “Conquista”, que é sobreviver 500 segundos, mas foi o suficiente para coloca-lo no ranking de “Most Obscure Achievements from Steam”, ou a “mais obscura lista de conquistas da Steam”. Sim, ainda não consegui sobreviver esse tempo todo, onde cada segundo parece uma eternidade dentro de uma arena infestada de coisas querendo desesperadoramente te matar.

Não acredita? Basta assistir um pequeno gameplay e ver a loucura de sobreviver neste simples, mas desafiador jogo Indie, desenvolvido com muito cuidado, onde todos os detalhes foram pensados e desenvolvidos com excelência. Ah! E não se deixe enganar pelos gráficos em pixel… Devil Daggers é muito mais bem feito do que muitos FPS moderno.