O Bosque | Crítica

por em 15 de agosto de 2018
 

O Bosque é um thriller de suspense policial que merece sua atenção e está disponível na plataforma Netflix. A história conta sobre o sumiço de uma jovem adolescente em uma cidade pequena na França, onde uma policial e uma professora descobrem detalhes estranhos sobre o acontecimento.

Antes de tudo, é preciso dizer que a série não tem nada de inovador e não possui reviravoltas, mas ainda sim conseguiu surpreender de outras formas. Com uma narrativa simples, são seis episódios que prendem sua atenção a cada segredo e descoberta. Todo episódio possui mais informações importantes para o desenrolar. 

A série poderia ter sido mais trabalhada, por alguns momentos nos leva a crer que levará um rumo sobrenatural, causando frustração ao sabermos que não. A história segue duas narrativas, sobre o desaparecimento da adolescente e o passado sombrio da professora, mas ambas prendem sua atenção e são conectadas de alguma forma. 

Por ser uma filmagem francesa, a atuação e apresentação são diferentes do que estamos acostumados. Com tons frios, paisagens lindíssimas e sempre em busca de mais drama, vamos conhecendo mais os personagens, criando empatia. Temos personagens interessantes e dignos, como o detetive recém chegado a cidade, a professora desconstruída e a policial, que se envolve demais com os acontecimentos, tornando o caso mais humano.

O interessante de citar sobre os personagens é a participação de cada um deles para o desenrolar do mistério, cada um contribuindo com a narrativa, além de serem bem explorados. O fim da minissérie é bem fechado, os mistérios e problemas são resolvidos, mesmo tendo vários clichês diante do roteiro.

Ainda sim, aproveitei um fim de semana com esse seriado que merece uma crítica justa. Apresenta uma realidade bem crua da capacidade da crueldade humana, citando temas que são recorrentes da atualidade como abuso sexual, exposição na internet entre outros. Uma recomendação nada leve para quem não se importa com uma história okay.