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Star Wars: Um novo amanhecer

por em 3 de agosto de 2017
Detalhes
 
Lançado em

2015

Nome original

A new Dawn

Positivos

+ Leitura agradável
+ Personagens cativantes
+ Reviravoltas incríveis
+ Ação bem elaborada

Negativos

- Precisa saber ao menos o mínimo de Star Wars para entender tudo.

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Sinopse
 

Desde os terríveis acontecimentos em STAR WARS - Episódio III: A vingança dos Sith, quando todos os Jedi foram perseguidos e condenados à morte, Kanan Jarrus tem vivido na clandestinidade, evitando criar problemas com o Império. Porém, um embate mortal entre as impiedosas forças imperiais e os revolucionários desesperados se mostra próximo demais e impossível de se ignorar. A honra e o senso de justiça do cavaleiro Jedi despertam, e ele volta à ação em uma batalha de grandes proporções contra o mal. Mas Kanan não vai lutar sozinho. Ele contará com a ajuda de aliados improváveis, incluindo a misteriosa Hera Syndulla - que parece ter suas próprias motivações. Enquanto uma crise de proporções apocalípticas surge no planeta Gorse, o grupo enfrenta as forças mais poderosas da galáxia, em defesa de um mundo e de seu povo. Nesta primeira aventura juntos, os protagonistas da série Rebels conquistam seu espaço entre os maiores heróis da série STAR WARS, rumo à luta contra o Império.

 

Quando resolveram acabar com o antigo cânone de Star Wars e “reiniciar” a franquia tomando como base somente os filmes, eu fui uma das pessoas que ficou bem tensa. Não consigo negar, fiquei nervouser. Eu amo a franquia, e já tinha alguns problemas para acompanhar o tamanho da história que só vinha crescendo ao longo dos anos. E então eles disseram “Nada disso vale, vlw flw.” Eu fiquei de cara. Felizmente, hoje em dia eu aplaudo a ideia: ficou muito mais fácil acompanhar. E além disso, a Disney tem tido o cuidado homérico de manter a história bem contada, sem deixar buracos. Temos HQS (inclusive uma do C3PO, para explicar o novo braço mecânico dele no sétimo episódio da franquia), séries animadas, inúmeros livros, e cada coisa explicando direitinho o que está rolando nesse universo, explicando o tempo que perdemos entre um episódio e outro dos filmes (afinal, de um filme para o outro se passam as vezes ANOS e não fazemos ideia do que aconteceu). Agora nós, fãs, podemos saber de absolutamente tudo, e isso é lindo. E isso inclui as pessoas que estão conhecendo o universo de Star Wars agora. Elas não vão mais se sentir perdidas, agora, basicamente, elas estão no mesmo barco que todos nós que já acompanhamos antes, renovando a fan base.

Atualmente eu ando pirada na série animada “Rebels”, e estou terminando a terceira temporada. Nesse meio tempo, tenho tentado pôr as minhas mãozinhas em qualquer material do novo cânone de Star Wars, incluindo o livro “Marcas da Guerra” do autor Chuck Wendig que faz parte da trilogia “Aftermath” e se passa logo após o filme “O retorno de Jedi” e a batalha de Endor. E hoje terminei de ler “Um novo amanhecer” do autor John Jackson Miller (eu falei sobre isso no Instagram, se não nos segue lá, está na hora ein), que precede a série “Rebels”. Ele inclusive costumava escrever livros do antigo cânone, como “Kenobi”.

A história, em resumo, conta como Kanan Jarrus e Hera Syndulla se conheceram e formaram a sua equipe de rebeldes que conhecemos no início da série animada, e como encontraram Ezra Bridger, um rapaz sensível a força que vai acabar se tornando o aprendiz de Kanan.  Além, é claro, de tomarem parte de grandes atos da Aliança Rebelde. E isso não é spoiler, porque o título da série é “Rebels” e você não poderia esperar que fosse outra coisa.

Enfim, a história se passa no planeta Gorse, onde Kanan está vivendo e trabalhando temporariamente. Como antigo aprendiz de Jedi, ele teve que observar todas as pessoas que conhecia morrerem, incluindo a sua mestra, Depa Billaba, e após o domínio do Império ele tem que viver escondido, de maneira a não chamar atenção para si e acabar torturado e morto. Então o Império chega no planeta em que ele está trabalhando, para fazer algumas mudanças, e ele decide que é hora de ir embora. Ao invés disso, todos os seus planos são atrapalhados quando o rapaz se envolve com Hera, uma Twi’lek maravilhosa que está tentando descobrir o que o Império está tramando de verdade. Além deles dois, temos o envolvimento de mais dois personagens, como padrão dos livros de Star Wars, sempre com três ou quatro companheiros.

O livro é incrível. Ele abre seus olhos para mais fatores políticos dentro do universo de Star Wars, revelando mais um pouco da ditadura Imperial e seu modus operandi, além de um “vilão” cruel e implacável, muito difícil de se vencer. Não é um Thrawn da vida, mas ruim o suficiente para que você fique nervoso durante a narrativa.

São citados alguns outros personagens icônicos, e é uma doce surpresa descobrir um pouco mais sobre os Jedis (já que Kanan costumava ser um aprendiz). A ação demora para acontecer, mas também segue o padrão Star Wars de acontecer: momentos de paz, seguidos por pequenas ações, em um crescendo, até o conflito que parece impossível, ideias mirabolantes, uma fé inabalável de que tudo vai sair certo e o fim, que pode ser positivo ou negativo. Às vezes, nem um nem outro.

A química entre os personagens é maravilhosa, os diálogos são bem escritos. O mais divertido é que o livro foi escrito após a série e é muito gostoso perceber que o autor conseguiu capturar muito bem a personalidade de cada um. Um adendo para o fato de que eu tomei um susto, pois li “Marcas da Guerra” primeiro (eu sou rebelde, eu) e nesse livro de agora me deparei com uma personagem importante dessa outra saga, a capitã Sloane. Foi maravilhoso vê-la em começo de carreira, pois ela é uma personagem importante para a trilogia Aftermath.

No mais, eu não posso falar muito sobre o livro, para não dar spoilers. Normalmente as histórias de Star Wars são repletas de reviravoltas sensacionais, e eu não gostaria que vocês perdessem o fator surpresa ao ler.

 

Após a leitura, eu indico fortemente que vão assistir a série animada “Rebels”. A série é espetacular, e conta com personagens intrigantes, que vão te cativar, e ainda temos personagens icônicos dos episódios cinematográficos para rechear a série, pois ela se passa mais ou menos cinco anos antes do filme “A nova esperança”, então é meio que o início de tudo.

Que a Força esteja com você.