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Tra-Lá-lá! “As Aventuras do Capitão Cueca” está chegando!

por em 11 de outubro de 2017
Detalhes
 
Ano de lançamento

2017

Título original

Captain Underpants: the first epic movie

Duração

90 minutos

Roteiro

Dav Pilkey e Nichollas Stoller

Positivos

+ Engraçado;
+ Dinâmico;
+ Dublagem excelente;
+ Diversão para toda a família

Negativos

- Problemas de narrativa;
- Piada de peido;
- Falta de consequências.

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Sinopse
 

Dois brincalhões extremamente imaginativos, chamados George e Harold, hipnotizam seu diretor e o fazem pensar que é um super-herói incrivelmente entusiasmado, chamado Capitão Cueca.

 

Dav Pilkey é ilustrador e escritor de livros infantis, mais conhecido pela coleção das aventuras do Capitão Cueca (pelo menos, aqui no Brasil). Quando eu fui assistir, estava esperando alguma animação bobinha, afinal eu sinceramente nunca li um livro da saga do Capitão Cueca (quero, inclusive), e sinceramente ainda estava na cabeça o filme do Pica Pau, que é legal somente para crianças. Eu saí do cinema extremamente surpresa. “As aventuras do Capitão Cueca” é uma animação para pais e filhos, e adorei demais.

Tudo começa com Haroldo e Jorge: duas crianças que são extremamente criativas criando a origem (em quadrinhos) do Capitão Cueca. Haroldo desenha, Jorge faz a história. Eles são amigos inseparáveis desde que entraram para o colégio no jardim de infância, e até dividem uma casa na árvore (que é a mais legal de todas), além de serem vizinhos. Porém, tem algo, ou melhor, alguém, que está sempre tentando acabar com a diversão dos dois: o diretor do colégio, o senhor Krupp. O sonho desse nobre senhor é pegá-los no flagra durante alguma pegadinha e poder separá-los. Muito maduro, não é mesmo? Acontece que o colégio é um lugar sombrio, cheio de professores velhos e infelizes, que só praticam a decoreba com os alunos. Alunos estes que se arrastam pelos corredores, tristes e cansados, sem aprender nada de verdade ou aproveitar a vida. Exceto por Haroldo e Jorge.

Infelizmente eles têm um colega de classe, um daqueles típicos nerds puxa-saco, que não tem um pingo de senso de humor. E esse colega, Melvin, ajuda o sr. Krupp a pegar ambos no flagra, para o completo desespero dos protagonistas e a plena felicidade do diretor. Em um ato impulsivo, Jorge usa o seu anel de hipnose no sr. Krupp, tentando salvar sua amizade com Haroldo (já que na cabeça infantil deles, ficarem em salas separadas é acabar com tudo, mesmo sendo vizinhos) e a hipnose funciona! Os amigos começam a se divertir com isso, pois agora o diretor vai ter que fazer tudo o que mandarem. É quando eles têm a brilhante ideia de mandar o Sr. Krupp ser o Capitão Cueca!! Bastava um estalar de dedos que o homem se transformava imediatamente, causando mil e uma confusões. Porém, havia um ponto fraco: se o Sr. Krupp se molhasse, ele desvirava imediatamente e voltava a ser ele mesmo (mesmo que estalando os dedos de novo ele voltasse a ser o Capitão Cueca). Em um desses momentos de Capitão Cueca, o diretor acaba contratando um professor de ciências bem peculiar, um cientista maluco, cujo desejo é acabar com todo o riso do mundo!

O filme é muito engraçado. As piadas foram feitas para que a família se divertisse, e eu sei disso, pois levei meu filho para assistir, e em vários momentos eu ri, e outros momentos só ele riu. E alguns outros rimos juntos.

A história é bem clássica, mas a originalidade empregada a ela é maravilhosa. Parece que estamos dentro da cabeça de uma criança. Além de termos críticas nada sutis ao sistema de ensino, que inclusive são válidas até mesmo para o ensino brasileiro, com professores e professoras que são obrigados(as) a seguirem regras monótonas e tratarem todo mundo como se fossem meros robozinhos. Além de cutucar a falta de interesse nos adultos nas aulas de arte, por exemplo, como se fosse desnecessária para o crescimento e desenvolvimento das crianças. Porém, o filme também peca um pouco com a falta de consequência perante as transgressões dos protagonistas, que fazem alguns horrores e são esquecidos.

O vilão é bem cartunesco, com frases bem clichês, mas bem elaboradas daquela maldade boba. Melvin é um clichê ambulante, sendo chato e pedante, e obviamente totalmente contra o humor irreverente e irresponsável dos colegas. E temos o diretor Krupp, que até o fim da história não aprendeu muita coisa. Aliás, a resolução para o seu mal humor é bem trabalhado desde o início ao se colocar um par romântico para ele, apertando sempre na tecla de que ele é do jeito que é porque não tem amigos ou uma família, ou até mesmo uma namorada. Ainda não sei o que pensar sobre isso, porque me parece muito a velha teoria de “malcomido” que aplicam demais em mulheres mal-humoradas.

Vou fazer um parêntese aqui, só para destacar que o filme tem uma CENA INTEIRA DE PIADA DE PEIDO, e esse é o ponto mais baixo dessa animação. Não entendo a ligação de crianças com peido, mas um dia irei descobrir. Enfim.

A animação é de qualidade, produzida pela Dreaworks, e a dublagem está excelente. Na versão original, quem faz a voz de Haroldo é o ator Thomas Middleditch (conhecido mais pelo seu papel em “Silicon Valey”) e a voz de Jorge quem faz é o ator Kevin Hart (conhecido demais por seus diversos papéis em filmes de comédia).

A história é divertida, atraente, e vai levar a família inteira para o cinema, então aproveitem que o dia das crianças está chegando e levem todo mundo. Vai garantir boas risadas.

TRAILER: