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Todo labirinto chega a um fim, e a franquia”Maze Runner” também!

por em 26 de Janeiro de 2018
Detalhes
 
Ano de lançamento

2018

Título original

Maze Runner - The Death Cure

Duração

140 minutos

Roteiro

T.S Nowlin; James Dashner

Positivos

+ Bons personagens;
+ Ação de qualidade;
+ Boa fotografia.

Negativos

- História rasa;
- Personagens inúteis;
- Cansativo;
- Poderia ter diminuído alguns bons minutos...

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Sinopse
 

Por trás de uma possibilidade de cura para o Fulgor, Thomas irá descobrir um plano maior, elaborado pelo Cruel, que poderá trazer consequências desastrosas para a humanidade. Ele decide, então, entregar-se ao Experimento final. A organização garante que não há mais nada para esconder. Mas será possível acreditar no Cruel? Talvez a verdade seja ainda mais terrível, uma solução mortal, sem retorno.

 

Lançado inicialmente em 2010 e escrito por James Dashner , a trilogia Maze Runner é uma das distopias YA mais conhecidas da atualidade. Não tanto quanto Jogos Vorazes, mas, ainda assim, tem um nome a zelar. Infelizmente, os filmes não se aproximam minimamente da complexidade dos livros, e inclusive, se afastaram até demais da proposta deste. Mas vamos focar no terceiro filme da franquia.

Maze Runner – a cura mortal” começa com uma ação frenética, onde Thomas e os outros que escaparam correm para resgatar Minho, além dos colegas que também foram capturados, que estão sendo levados em um trem para algum outro local. Infelizmente, apesar da missão ter sido bem sucedida, Minho não estava no vagão e eles acabam tendo que resgatá-lo no novo local.

O filme é longo e poderia facilmente ter seu nome trocado para “Maze Runner – o resgate mortal”. A história em si é deixada de lado para se focar na ação. É resgate atrás de resgate. Chega um ponto que assistir fica extremamente cansativo. Felizmente, a ação é muito boa. Os enquadramentos são interessantes, tem uns usos de efeitos práticos que são “daora”, as coreografias são bem elaboradas. Apesar disso, eu senti falta do efeito “tensão”. Era tanto resgate e tanta situação absurdamente perigosa acontecendo, que sempre que Thomas e seus amigos estavam a um ponto de entrarem de cabeça em uma situação impossível de escapar, acontecia um “Deus ex machina” e ficava tudo bem. Eu já ficava esperando eles serem salvos por algo ou alguém. Não sentia de verdade que eles estavam em perigo, algo que eu senti no segundo filme da franquia, por pior que ele tenha sido. Previsível até demais.

Eu gosto dos personagens. Os atores estão melhores nesse filme, e a química entre eles é muito boa. Exceto o  Janson Mindinho, que eu achei bem forçado. No geral, o personagem dele faz pouco sentido na trama, e ele comete atos que me fizeram pensar várias vezes “MAS EIN?!”. A grande vilã, Ava, também está bem apagada. No primeiro da franquia ela só aparece no final, no segundo ela tem aparições pontuais, se mostrando uma mulher forte e determinada, intimidante, sem se importar em sacrificar o mundo inteiro para salvá-lo. Mas nesse… Bem, ela aparece bem mais, mas está tão… Meh. Decepcionada.

Thomas continua sendo o escolhido. O que me deixou muito brava com a franquia, pois nos livros não tem essa dele ser o salvador do mundo. A partir do segundo filme, descobrimos que ele trabalhava para a CRUEL, cansou de matar os amigos e resolveu virar a casaca, indo parar no Labirinto como castigo. No livro, bem, digamos que é bem mais complicado do que simplesmente um peso na consciência e um castigo. E nesse terceiro filme, ele tem um papel mais crucial ainda, mas revelar seria spoiler. Pelo menos a Teresa não mudou: continua sendo um pé no saco em qualquer situação. Acho que é a mesma sina da pobre da Guinevere nos contos do Rei Artur, pois não importa qual a versão que se leia da lenda dele, ela sempre será insuportável.




Meu personagem favorito, seja nos livros, seja nos filmes, ainda é o Minho. Eu fico feliz que tenham mantido boa parte da integridade dele na franquia cinematográfica, apesar de que ele não é tão presente. No livro Minho é o líder, é quem guia a todos para as melhores saídas, sempre. E não Thomas. Nas telonas, o poderiam até mudar o nome para “Thomas e seus amigos”. Mas estou divagando.

A fotografia é maravilhosa, em todos os três filmes, destacando bem os diversos locais por onde eles passam. E eu gostei da trilha sonora, principalmente nas cenas de ação, que tem um ritmo tão frenético quanto o que está acontecendo.

O maior problema mesmo, como eu já disse antes, é que o filme peca na falta de profundidade da história. Eles pouco explicam sobre a doença, sobre o que o Thomas fazia na CRUEL, sobre o Labirinto, enfim, explicam nada. E isso inclui os outros filmes. Nesse terceiro, a história deveria ser essencial para amarrar as cenas de resgate e salvamento que preenchem cada minuto de tela, mas não é assim que acontece. Aliás, falta história, no geral mesmo.

Ah, preciso falar das as tentativas de comover com uma ou outra cena, e falham miseravelmente. Eu não consegui me envolver em nenhum drama, ou ficar triste porque personagens morreram. Achei forçada a barra de certos momentos. Inclusive, sem spoilers, gostaria de destacar uma morte em especial, que é o que eu chamo de “MORTE BURRA”. O que é isso? É quando o/a personagem está em uma situação de perigo, tem chances de sobreviver, mas não acontece porque ela/ela prefere se distrair dando aquelas encaradas dramáticas para o cenário, para alguém, ou o que for. E ai morre. Ao invés de ficar triste, eu fico é com raiva, pois sinto como se estivessem me subestimando, como se o público fosse engolir qualquer coisa só porque é uma franquia famosa ou coisa assim.

No fim de tudo, a trilogia terminou bem meia boca, com vários pedaços de história faltando, mas muita ação topster. Me pergunto se irão dar continuidade, já que os livros no total são seis.

Além disso tudo, também senti falta de ter a minha cabeça explodida. Maze Runner é uma distopia literária que tem sim um final surpreendente, e pode não ser a melhor sequência de livros que você vai ler na vida, mas com certeza vai te deixar tenso e no fim, fará com que pense um monte de palavrão, num bom sentido. Os filmes me fizeram praguejar também, mas de raiva.

Para quem é fã da trilogia, vale o ingresso. Mas esperem um certo cansaço, talvez uma certa frustração. Mas não temam. Sempre poderão ler os livros.

 

Trailer: