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“Thor: Ragnarok” e o filme que merecemos.

por em 14 de novembro de 2017
Detalhes
 
Ano de lançamento

2017

Título original

Thor: Ragnarok

Duração

130m

Roteiro

Christopher Yost, Craig Kyle, Jack Kirby, Larry Lieber, Stan Lee, Stephany Folsom

Positivos

+ Engraçado;
+ Dinâmico;
+ Divertido;
+ Trilha sonora maravilhosa;
+ Cenas épicas;

Negativos

- Queria ver mais peia da Valquíria;
- Hela mal trabalhada;
- Faltou profundidade

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Sinopse
 

Thor está aprisionado do outro lado do universo, sem seu martelo, e se vê em uma corrida para voltar até Asgard e impedir o Ragnarok – a destruição de seu lar e o fim da civilização asgardiana – que está nas mãos de uma nova e poderosa ameaça, a terrível Hela. Mas primeiro ele precisa sobreviver a uma batalha de gladiadores que o coloca contra seu ex-aliado e vingador – o Incrível Hulk.

 

O primeiro “Thor” (2011) feito para o cinema foi produzido nas pressas. É muito claro perceber a discrepância entre os outros filmes da Marvel e esse filme: a história é apressada e mal desenvolvida, parece uma simples comédia romântica com alguns toques de ação e mitologia nórdica. Depois que passou a pressa de realizarem “Os Vingadores” e agradarem ao público, eles começaram a investir mais no personagem, e assim nasceu “Thor: o mundo sombrio” (2013), que é melhor do que o primeiro, mas não tão melhor assim (mesmo que eu ache que eu sou a única pessoa que pensa que é melhor do que o primeiro). Depois de o deus nórdico participar de outras “aventuras”, os idealizadores parecem ter percebido o timming cômico de Chris Hemsworth e o caminho que o personagem estava trilhando dentro da trama – num sentido geral. E assim pudemos finalmente desfrutar de um filme solo verdadeiramente bom de Thor. Ou, de acordo com algumas pessoas, um bom filme de comédia e ai tem o Thor. Depende do seu gosto pessoal.

Thor: Ragnarok” começa com uma introdução bem bolada, onde com apenas um diálogo o personagem dá um panorama geral da sua situação, relatando a busca infrutífera pelas joias do infinito e como, no fim, acabou preso naquela gaiola, procurando dar cabo da profecia que traz o Ragnarok para Asgard (Para quem viveu em uma realidade paralela esse tempo todo e nunca ouviu falar do Ragnarok, em termos bem, BEEEEEEM grosseiros, ele é equivalente ao apocalipse dos cristãos). Os minutos iniciais do filme são geniais, e eu adorei cada segundo. As piadas, a ação desenfreada… tudo ditando como vai ser o tom do resto do filme. Um belo acerto. Aqui é provado que apesar do que foi feito nos outros filmes, Thor não precisa de inúmeros flashbacks ou dramas desnecessários para mostrar o que aconteceu antes ou sua busca infrutífera. Um diálogo e a questão ta resolvida.

Após resolvido o problema inicial, Thor volta à Asgard, depois de muito tempo, descobrindo que Loki estava reinando e havia levado Odin para a Terra, para viver em um asilo. P* da vida, o deus do trovão obriga o irmão a ir com ele encontrar o pai, somente para descobrir que o velho deus não só estava às portas da morte, como ele havia banido, há muito muito tempo atrás, sua primogênita, Hela – a deusa da morte – e agora que ele estava indo pro além, ela iria voltar e eles dois tem que se virar com esse problema. Odin ganhando, novamente, o troféu de pior pai. Hela chuta a bunda dos dois irmãos (alô, ela é a deusa da morte), que acabam parando, por culpa de Loki – para variar – em um planeta totalmente desconhecido. Lá Thor vira um escravo competidor, e é quando se depara com seu velho amigo Hulk (na cena que todos rimos assistindo no trailer e rimos de novo no cinema). Depois disso é tudo uma questão de fugirem do planeta desconhecido e voltarem para Asgard, antes que seja tarde demais.

AI MEU KOKORO SENHOR

Como eu disse antes, o tom que leva o filme é de comédia. Chris Hemsworth é hilário, e seu Thor é novamente uma mistura de poder, de arrogância e tiradas geniais de comédia. Ele, juntamente com Tom Hiddleston e seu Loki, nos fazem rir várias vezes. Apesar disso, o tom de seriedade ainda reina no fundo da trama, e assim nos preocupamos com os problemas reais que ele tem que enfrentar – no caso, Hela. E, aliás, Cate Blanchett é a dona do meu coração desde seu papel élfico, mas nesse filme eu me vi capturada de novo. Mesmo a personagem não sendo tão bem trabalhada quanto deveria, a atriz traz uma atuação tão magistral que você quase não percebe. Arrogante, poderosa, implacável: Hela é a perfeita deusa da morte, tratando a vida com brutalidade e leviandade. Não tem como você não se apaixonar, sério. Que mulher. <3 Claro que ela não é a única poderosa na tela. Temos a maravilhosa Tessa Thompson no papel de Valquíria., sendo essa uma mulher que exala poder e autoconfiança. Infelizmente eu achei que faltou um pouco mais de cenas de luta pra ela, queria vê-la mais em cena dando chutes e socos. Temos Mark Rufallo novamente como Hulk/Banner, e eu adorei ver mais Hulk, e o modo como exploraram esse outro lado do personagem, desenrolando mais o drama de Banner relacionado a ser um monstro – algo trabalhado faz muito tempo dentro do universo cinematográfico da Marvel. Gostei das referências ao “Planeta Hulk”, e, aliás, referências nesse filme não faltam. Dá vontade de jogar na cara de certos diretores (tosseZack Snyder – tosse) que dá para colocar sim várias referências que façam sentido dentro do contexto da narrativa.

Eu adorei a trilha sonora também, as músicas com aquelas batidas com sintetizadores, que me lembra muito de games antigos, tipo arcade. Sem falar da música que é praticamente o tema do filme, “Immigrant Song” do Led Zeppelin, que não foi escolhida simplesmente por ter uma batida legal e soar bem na hora das cenas marcantes, e sim pela temática, que fala sobre mitologia nórdica, vikings,  Vahalla, o próprio Thor e tudo o mais. Isso sim é acerto! (Embora nenhuma versão supere essa AQUI).

E gente, a fotografia desse filme… O QUE ESSA É FOTOGRAFIA SENHOR! Fico quase sem adjetivos. Muitas vezes parece que você está observando um museu cheio de pinturas heroicas. Lindimais! E gostei da mudança de cores: ao invés de usarem as cores clichês azul e laranja, usaram verde e laranja! Yey!

Mas “Thor: Ragnarok” é tão perfeito assim? Não gente, é não. Como eu falei Hela é muito mal explorada, e só se salva de verdade por causa da atuação magnânima de Cate Blanchett, e os efeitos do cabelo dela, que são maravilhosos até demais. Quem se importa com a profundidade da personagem quando ela faz aquele movimento para pôr o cabelo para traz e sai aquele capacete capetônico?!  E também, por causa do tom leve do filme, a morte de qualquer personagem se torna leviana – inclusive a do próprio Odin (embora eu não me importe com ele, prefiro a Frigga <3). Ah, e o dilema que deveria haver após o Thor descobrir tudo o que o pai encobriu, mas que não existe. Hela ainda tenta puxar a sardinha pra esse lado, mas Thor está basicamente cagando. É como se ele já tivesse aceitado o nível de babaquice do próprio pai. Como diria aquela velha e boa frase: “Ta no inferno, abraça o capeta.”

Ah, e prestem atenção às participações especiais no filme. Existem três atores conhecidos que servem como easter egg na trama, então muita atenção!

Conclusão?  “Thor: Ragnarok” é um ótimo filme, desde que não esperem nenhuma seriedade dele.

 

Trailer: