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“Pai em dose dupla 2”: a nova comédia natalina para toda a família

por em 23 de novembro de 2017
Detalhes
 
Gênero
Ano de lançamento

2017

Título original

Daddy's Home 2

Duração

100 minutos

Roteiro

John Morris

Positivos

- Bom elenco;
- Engraçadinho;

Negativos

+ Muita piada machista;
+ Muita vergonha alheia;

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Sinopse
 

Após resolverem suas diferenças, Brad (Will Ferrell) e Dusty (Mark Wahlberg) precisam agora lidar com uma nova situação complicada: a súbita aparição de seus pais (John Lithgow e Mel Gibson), que possuem comportamentos bem diferentes.

 

“Pai em dose dupla 2” é o mais novo filme de comédia natalina para toda a família. No primeiro filme vemos uma família normal: uma mãe com dois filhos em seu segundo casamento, ambos bem sucedidos e se esforçando para que a tudo dê certo. Porém, tudo começa a desandar quando o pai biológico das crianças, Dusty Mayron (Mark Wahlberg), volta de uma viagem e tenta fazer de tudo para provar que é melhor do que o novo padrasto, Brad (Will Ferrel), e reconquistar a família que deixou para trás. É uma comédia bem boba, com várias piadas descaradas, que foca exclusivamente na animosidade entre os dois homens – chegando a ter uma cena em que realmente medem a virilidade deles (se vocês me entendem). O personagem de Will Ferrel (Brad) é o clichê homem sensível, que é um pouco cabeça de vento, mas amoroso e amável, gentil, entretanto totalmente sem coragem de enfrentar as pessoas de frente e adepto da insegurança, por ser um cara tão obviamente mediano (de acordo com o filme). Já Dusty, o personagem de Mark Wahlberg, é o homem viril: forte, bonitão, bom em tudo o que se propõe, aventureiro, trabalha com coisas secretas, conhece muita gente famosa, ganha bem, anda de moto, e seu defeito é basicamente ser irresponsável e ser um pai ausente, só aparecendo de vez em quando. Então, já sabemos que o filme vai explorar ao máximo todas essas diferenças, sempre ressaltando que Dusty é o gostosão, enquanto Brad é desastrado. No fim das contas, eles se entendem entre si, Dusty casa com uma modelo (Alessandra Ambrósio) e ganha uma enteada, cujo pai (John Cena) é um cara ainda maior do que ele e o trata tão mal quanto ele tratava Brad.

Mas calma, vamos chegar ao lançamento: “Pai dose dupla 2”.

A continuação começa mostrando que eles conseguiram dar um jeito de funcionarem como duas famílias, mesmo que ambos ainda compitam “amigavelmente”. É quando chega à época do natal, e descobrem que as crianças, Dylan e Megan, estão infelizes em ter dois natais ao invés de um bem grande em família. É claro que é isso que decidem fazer, e já estava todo mundo feliz quando, de última hora, o pai de Dusty, Kurt (Mel Embuste Gibson), resolve se convidar. O pai de Brad (John Lithgow) também vai participar do natal, e acaba que vão todos viajar para uma casa enorme, onde ficarão todos juntos.

Porém, Dusty tem problemas com seu pai, que é um velho beberrão e mulherengo, que parece sempre tê-lo abandonado, mesmo sendo um herói de guerra ou coisa assim. Não dá para entender direito o que o homem faz da vida além de tentar arruinar tudo o que ele toca. Por outro lado, Brad se dá muito bem com o pai – e o filme destaca várias vezes que bem até demais – embora haja algo que está claramente errado. Tudo começa indo super bem, porém, coisas que estavam sendo “represadas” começam a vir à tona, como a velha competição entre pai e padastro, o fato de que Dusty não tem o respeito de sua enteada (que dá vontade de dar uns murros nessa menina, de tão irritante), e também surge mais ainda uma competição esquisita entre Karen, a esposa de Dusty, e Sara (Linda Cardellini), que está casada com Brad. Aliás, se substituíssem as duas por postes, não ia fazer tanta diferença, principalmente Karen. Eu não sei se é porque ela é modelo e brasileira na vida real, e por isso decidiram diminuir a sua atuação e dar poucas falas pra ela. Karen (Alessandra Ambrósio) não tem importância dentro da trama, exceto ser alguém que incomoda Sara.

Mas enfim! Kurt fica colocando pilha na fogueira, e fazendo com que Brad e Dusty se tornem cada vez mais cheios de animosidade um com o outro, e tudo estoura quando descobrem que o pai de Brad se separou da mãe. Ai a confusão corre solta, estragando o natal de todos.

No fim das contas, o filme é engraçado? Depende do seu tipo de humor. Eu ri em exatamente uma cena e eu sorri na outra. No geral, esse filme tem aquele tipo de piada vergonha alheia que eu detesto. Sem falar em todo o machismo que rola, e inclusive, aproveitando a polêmica de crianças se beijando em tela, esse filme tem uma cena dedicada a isso e é absolutamente abominável. Quero ver os plantonistas reclamando!

Os atores são bons, e eu gosto da maioria deles (você não Mel Gibson. Pode deitar e morrer. Obg.), e a química entre eles em tela é bem legal. Não tenho muito que falar de fotografia e trilha sonora, porque não tem muito destaque aqui dentro. Eu suponho que a maior parte das pessoas que assistirem vão gostar, até mesmo a cena do shopping que eu quis morrer de tanta vergonha alheia. Mas é bem povão, e a galera que curtir um humor clichê deve gostar.

TRAILER: