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“O rei do show” – o lançamento natalino que vai tirar as músicas de natal da sua cabeça

por em 23 de dezembro de 2017
Detalhes
 
Ano de lançamento

2017

Título original

The Greatest Showman

Duração

2h19m

Roteiro

Jenny Bricks

Positivos

+ Trilha sonora fantástica;
+ Atores e atrizes maravilhosos;
+ Deslumbrante;
+ Fotografia de encher os olhos;
+ Identidade visual <3 só amor <3

Negativos

- História rasa e esquecível;
- Faltou profundidade nos temas que eles mesmo sugerem

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Sinopse
 

P. T. Barnum, um showman que tem uma tendência natural de enganar seu público, decide montar um circo na esperança de ficar famoso. Durante sua saga há ainda uma importante questão pendente em sua vida, uma paixão cega pela cantora Jenny Lind.

 

O rei do show” é o mais novo musical que vai conquistar o coração de muita gente (já capturou o meu). Baseado na história real de Phineas Taylor Barnum, ou P.T. Barnum, o filme conta sobre a trajetória desse bem-sucedido homem de negócios, que começa a vida como um zé ninguém, pobre e esfomeado, que está sempre desejando por mais e sonhando acordado. Ele se casa com a filha do antigo empregador de seu pai e tem que trabalhar para sustentar a nova família. Porém, Barnum é um homem extremamente sonhador, desejoso de uma vida melhor, mais animada. Ele resolve então arriscar tudo e apostar em seus sonhos, e acaba abrindo o que futuramente seria o “Circo de P.T Barnum”, onde as atrações são pessoas incomuns. Por incomuns, eu digo um anão, uma mulher barbada, o homem “mais gordo do mundo”, o homem “mais alto do mundo” e por ai adiante. E assim começa a ter sucesso, mas isso não o satisfaz. E já sabemos que quanto mais alto você chega, maior pode ser a queda, não é mesmo?

O filme é visualmente lindo. Capricharam na iluminação, nas cores, nos figurinos. Mas o que realmente faz o filme são as músicas. Sem elas, a história é bem esquecível, de verdade. As coreografias que acompanham as músicas também fazem com que a conexão com a cena seja maior, atraindo o público a prestar atenção em tudo o que está acontecendo. Sem falar que a melodia, as letras, todo o arranjo musical é tão maravilhoso que com certeza quem assistir vai querer ouvi-las repetidamente depois. Eu mesma estou fazendo isso nesse exato momento.




Os personagens são cativantes, mas infelizmente alguns que gostaríamos de ver mais aparecem pouco – como Anne, a personagem da Zendaya. Como a história se passa no século 19 e ela é uma moça negra, o seu arco percorre o caminho em que ela sofre um racismo declarado da sociedade e tanto ela, quanto seu irmão (que aparece menos ainda), tem que lidar com isso, principalmente ao se apaixonar pelo personagem do Zac Effron, Phillip Carlyle. Inclusive, o personagem dele é muito interessante, porque ele é um dos poucos que tem um arco evolutivo na trama, passando de garoto mimado, filhinho de papai riquinho, para um homem que luta pelo que quer. E claro, o seu acordo caminha ao lado do de Anne, que, aliás, só tem relevância por conta do arco de Phillip. Por outro lado, Hugh Jackman imprime tanto carisma ao seu personagem, que você até esquece que não há consequências reais para as tramoias dele. Barnum é um homem por quem você torce para que dê tudo certo. Ele tem uma família adorável, com sua esposa que o apoia em absolutamente tudo e suas duas filhas, que são a motivação inicial para ele, e ambas são tão fofas e inteligentes, que tudo o que você quer também é a felicidade delas. Aliás, o relacionamento com Charity, sua esposa, é muito bem explorado, mostrando o companheirismo que existe entre eles, como confiam um no outro. E, exceto pela mulher barbada, Lettie, e de Anne, que eu já citei, os outros personagens do circo não tem muita relevância narrativa. Talvez o anão, que aparece em momentos pontuais e marcantes, e depois some.

No geral, o filme não explora profundamente os muitos temas que ele aborda: preconceito, racismo, a necessidade desesperada de Barnum pela aceitação, o romance entre Anne e Philllip, que não era aceito, e por ai vai.

 Apesar desses probleminhas, o filme continua sendo lindo e cativante, e à primeira vista fica difícil pensar em todas as coisas que eu disse, porque ele é deslumbrante. Inclusive, o filme já está sendo indicado para o Globo de Ouro nas categorias de melhor ator em comédia ou musical e de melhor filme cômico ou musical. E, sinceramente, se não ganhar nenhum prêmio de trilha sonora, eu ficarei muito surpresa.

Ele estreia agora, dia 25 de dezembro no Brasil.

 

Trailer: