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“Liga da Justiça”: a origem da esperança

por em 15 de novembro de 2017
Detalhes
 
Ano de lançamento

2017

Título original

Justice League

Duração

119m

Roteiro

Zack Snyder, Joss Whedon, Chris Terrio, Gardner Fox

Positivos

+ Personagens carismáticos;
+ Enredo simples;
+ Cenas de luta;
+ Fotografia;
+ Trilha Sonora;
+ Tell me do you bleed?
+ MARAVILHOSO

Negativos

- Vilão flop;
- Falta consequência;
- Algumas piadas não funcionam;
- Falta profundidade em algumas cenas;

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Sinopse
 

Movido por sua fé restaurada na humanidade e inspirado pelo sacrifício do Superman, Bruce Wayne conta com a ajuda de sua nova aliada, Diana Prince, para enfrentar um inimigo ainda maior. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha trabalham rápido para encontrar e recrutar uma equipe de metahumanos para se opor à nova ameaça. Mas apesar da formação dessa liga de heróis sem precedentes – Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Flash, e Ciborgue – pode ser tarde demais para salvar o planeta de um ataque de proporções catastróficas.

 

Vamos falar de esperança? Então vamos falar de “Liga da Justiça”, porque é isso que esse filme representa: esperança.

Até então, eu tinha certeza de que pelo menos o universo da Mulher Maravilha estava a salvo, mas com “Batman vs Superman” e “Esquadrão Suicida” na lista, eu temia pelo universo da DC em geral.

Eu sei que muita gente gostou, porém, pessoalmente achei os dois apenas uma grande decepção. Mas enfim, o fato é que entrei no cinema me sentindo bem nervosa, afinal o filme possui três dos meus personagens favoritos: Mulher Maravilha, Batman e Flash. Se esse filme fosse uma bosta, o que iria ser dos outros prometidos?

Felizmente sai de  lá de alma lavada. “Liga da Justiça” é muito próximo ao que eu queria ver. É perfeito? Não. Mas tem cena épica, tem close, tem pose do herói, tem alívio cômico, tem drama, tem atuação boa, tem lutas incríveis, tem cena em câmera lenta… É um fucking filme de super-herói! E bom!  AMÉM!

O roteiro é bem simples: há um grande vilão, e tanto o Batman quanto a Mulher Maravilha percebem que precisam formar uma equipe para destruírem um mal em comum. Nada egocêntrico ou grandioso demais: é um plot bem simples.

Mas o desenvolvimento… Ai sim é que a coisa fica ó: divina. Mas não vou me estender muito, para não dar spoilers e manter todas as surpresas. Esse filme tem muitas!

Vou começar falando um pouco sobre a melhora do Batman. Ben Affleck com certeza foi um acerto, e seu personagem se desenrola melhor nesse filme.

Ele fica menos burro, atuando mais na base da investigação e menos na base do ódio cego, com movimentos mais “batmans”, embora ele seja muito emotivo. Mas o filme deixa claro que esse Bruce já está bem calejado, e que ele carrega culpa relacionada à morte do Superman, além de saber das próprias limitações como super-herói.

O personagem dele não está tão perdido, e nem suscetível a planos mirabolantes e sem sentido de terceiros. Aqui tentaram construir uma relação mais sólida entre ele e o Homem de aço. Infelizmente essa relação fica um pouco forçada, devido ao que fizeram no filme passado, mas aceitamos de bom grado, já que isso quer dizer que as coisas vão só melhorar. E não posso deixar de dizer que amo Jeremy Irons como Alfred. Ele é extremamente sarcástico, e o seu humor mais seco é só amor.

Olha essa equipe <3

A Mulher Maravilha está impecável, é claro. Como não é mais uma iniciante, ela já mostra todo o seu potencial poder… Exceto quando precisam rebaixar a sua força para enaltecer outros. Ela é uma fucking semideusa que derrotou Ares no seu filme solo quando era apenas uma padawan, então algumas coisas não fazem sentido nessa trama – justamente porque causaria um furo dentro do próprio universo. Felizmente, eles trabalham um lado interessante da personagem, então traz mais substância ao seu arco.

Flash é, desde o trailer, o alívio cômico do filme. O personagem está em seus primeiros passos para se tornar um herói, então ele é jovem e desajeitado, aprendendo ainda os seus limites e como combater o crime, que até então não era bem o seu interesse direto. Ezra Miller foi a escolha perfeita pro papel, parecendo sempre desajustado e tentando absorver tudo o que está acontecendo ao redor. Não é o Flash que conhecemos, nem de longe, mas o potencial está todo ali.  

Preciso falar do Momoa como Aquaman?! Porque ele está obviamente incrível, e todos já sabíamos disso. Forte, irreverente, Aquaman, ou melhor, Arthur ainda não é Aquaman, o rei de Atlântida, e esse filme nos deixa ansiosos para ver como vai se dar essa mudança. E a participação da Mera nesse filme fez meu coração acelerar. Que mulher <3.

E por último, a doce surpresa que foi conhecer o Cyborg e o ator Ray Fisher, que captou bem a complexidade do personagem – outro que está em sua autodescoberta. Muitos pontos! Claro, em um dado momento do filme a peteca da sua complexidade meio que cai, e ele parece aceitar as coisas de uma maneira rápida demais, mas sua apresentação no longa é muito boa, chegando a ser a melhor deles.

Em suma, “Liga da Justiça” é, de certa forma, um filme de origem. Batman já está consolidado nas nossas vidas, mas ainda não o conhecemos bem nesse novo universo, então a história dá um jeito de aprofundar um pouco mais nossa relação com ele. Não muito, mas o suficiente. A única formalmente apresentada com um filme solo foi a Mulher Maravilha, e eu gostei muito de como foi resolveram guiar a personagem. Flash, Aquaman e Cyborg ainda não são quem devem ser, mas esse filme os encaminha muito bem para o futuro.

Infelizmente, cometem o pecado do vilão esquecível, focando-se mais nos heróis e em como a equipe se forma do que no problema urgente que a história propõe – que é meio que a destruição do planeta. Acaba que fica muito de lado essa questão da humanidade, de salvação e atos heroicos. O foco é a própria Liga da Justiça, a química entre os personagens e seus dilemas de equipe, de liderança, de como vão funcionar em batalha.

Por exemplo, Barry deixa claro desde o princípio que nunca esteve numa batalha, então toda a equipe poderia acabar defasada com a sua falta de experiência e eles precisam trabalhar as suas habilidades dentro de uma liderança forte e firme, que o ensine os caminhos. E assim o vilão fica bem deixado de lado.

A fotografia tem a mão impecável de Zack Snyder, e várias cenas posudas podem ser apreciadas durante o filme, com muita câmera lenta, iluminação de tonalidades que variam de cenário para cenário, e sem pecar nas sombras esquisitas. Ficou tudo muito lindo.

A trilha sonora traz o nome de Danny Elfman, que é impecável. Tem até a trilha original criada por ele para o Batman do Tim Burton, que é maravilhosa. Até mesmo a música da Mulher Maravilha deu uma leve repaginada, o suficiente para ainda nos deixar com o coração acelerado ao ouvir.

É interessante você assistir e ver o trabalho mesclado de Joss Whedon e Zack Snyder, já que são dois diretores bem distintos. E até mesmo em dados momentos você pode identificar quem fez o que no filme, o que torna tudo mais divertido. E divertido é a palavra chave. “Liga da Justiça” é um filme leve, épico, com lutas bem coreografadas – mesmo que acabe pesando muito no CGI (afinal né), trilha sonora memorável, fotografia excelente e personagens carismáticos e que amamos. Tem seus defeitos? Vários. Mas amamos mesmo assim? Claro.

Agora, nosso colega Álvaro também assistiu ao filme e tem sua própria opinião:

Liga da justiça” supera as expectativas. Depois de 2 lançamentos ruins (“Batman vs Superman” e “Esquadrão Suicida”), e 1 ótimo lançamento (“Mulher Maravilha”), as apostas de sucesso seriam tímidas. Mas o filme da “Liga da Justiça” supera os descrentes por alguns pequenos motivos:

1) Ligação dos personagens com seus respectivos filmes. Mesmo os que não têm filme solo não caem de paraquedas no filme.

2) O cenário de Gotham lembra muito o que já vimos nos games da série Arkhan. Muito bom por sinal.

3) Bruce Wayne parece mais com o que estamos acostumados. Ainda há falhas, mas já dá pra acreditar.

4) Enredo coerente e prático. Você senta e se entretém, e quando perceber já está nos créditos.

5) Aquaman consegue mudar seu papel de intérprete de peixes. Mas ainda é um personagem em construção, então em algumas partes falta conteúdo.

6) Apresentar o Flash como um jovem que ainda está descobrindo o que é capaz, ajuda e muito no alívio cômico. Deixando o personagem peralta como é.

A mudança de direção é visível, principalmente numa mudança de roteiro. O que foi ótimo e tira aquela impressão de que “Batman vs Superman” abarca o universo DC num filme só.

O filme segue algumas notas diferentes do que vimos nos “Vingadores”, e mesmo assim a sinfonia foi estrondosa.

Em minha opinião, ele é o melhor filme de super-heróis do ano. Já que trouxe a DC ao mesmo patamar da Marvel. Agora os dados podem ser apenas sobre quais personagens preferimos.

Trailer:

E vocês? O que acharam? Comentem conosco!

 




  • André Bayma

    Não gostei do filme da Mulher Maravilha, na verdade não gostei de nenhum desse arco novo da DC desde O Homem de Aço. Infelizmente as falhas de roteiro e continuidade são muito bizarras para filmes “atuais”. Mesmo assim, vou ver essa bagaça, claro!