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Fala sério, mãe!, o novo longa brasileiro para levar mães e filhas ao cinema estreia dia 28 de dezembro

por em 28 de dezembro de 2017
Detalhes
 
Ano de lançamento

2017

Título original

Fala sério, mãe!

Duração

1h19m

Roteiro

Ingrid Guimarães, Thalita Rebouças, Paulo Cursino

Positivos

- Bom elenco;
- Muito leve, divertido, engraçado;
- História para se identificar;
- Boa direção.

Negativos

- Faltou diversidade;
- Larissa Manoela é bem meh

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Sinopse
 

Baseada no romance teen escrito pelo fenômeno literário Thalita Rebouças, a comédia familiar traz a doce e intensa relação de Maria Lourdes (Larissa Manoela) e Ângela Cristina (Ingrid Guimarães) e acompanha a vida das duas desde a infância de Malu até à fase da adolescência e da independência. Contada sob o ponto de vista das duas personagens, a história aborda as principais dificuldades da maternidade nos primeiros anos de vida de Malu, o primeiro dia na escola, as amizades, as descobertas amorosas e os problemas familiares.

 

Se você assistiu “Minha mãe é uma peça” e gostou, é muito provável que vá gostar também de “Fala sério, mãe”. Mãe é uma coisa socialmente sagrada, e um filme que explora de uma maneira leve e divertida o relacionamento entre mãe e filha é sempre algo bem vindo. O filme é baseado no livro da Thalita Rebouças (com o mesmo nome), e eu, particularmente, nunca li, mas já ouvi falar muito bem dele.

A história é sobre Ângela Cristina, uma mãe dedicada e amorosa, desde o nascimento de sua primeira filha, Maria de Lourdes (Malu), até o crescimento dela. A narrativa se divide entre a visão da mãe e a visão da filha, sendo basicamente metade do filme na visão de uma e a outra metade na visão da outra. O plot é o que eu já disse: o relacionamento das duas, os seus altos e baixos, os sentimentos da mãe ao ver a filha crescer, os sentimentos da filha durante a adolescência em relação à mãe, essas coisas.

Eu, como mãe e filha, me identifiquei demais, e eu ri bastante. Acontece que eu me surpreendi com o quão bom é o filme, e isso é ótimo. Ingrid Guimarães está brilhante como a mãe super protetora, batalhadora, amorosa, meio maluquinha, sem noção, que não se importa se a filha acha que ela está pagando mico, desde que elas possam curtir juntas; é a mãe que briga, que chora, que é completamente humana, entregando os lados bons e ruins de ser mãe – acabando um pouco com o misticismo que normalmente envolve a maternidade no meio cinematográfico. Larissa Manoela não é uma boa atriz, sinceramente. As reações dela parecem robóticas, e ela se esforça muito para parecer uma adolescente, sendo que teoricamente não deveria haver um esforço, já que a menina só tem 16 anos na vida real! Mas ela acaba sendo mais natural atuando já na vida adulta, o que é bem triste. Se colocar ela do meu lado, parece que ela é bem mais velha do que eu (e só para constar, eu tenho 28 anos!). Apesar disso, a má atuação dela não atrapalha, já que Ingrid é maravilhosa o suficiente para levar o filme nas costas sozinha e manter o ritmo da narrativa sempre em alta. Sem falar que a personagem Malu é muito real, eu mesma conheço algumas garotas assim (como professora, estive em contato com várias), então não vai ter problemas para quem estiver assistindo se conectar com ela de alguma forma.




A trilha sonora seria até interessante, se não houvesse uma música inteiramente cantada pela personagem da Larissa, provavelmente para promover o suposto talento musical dela, o que é triste, porque é um playback bem escrachado, e eu, particularmente, achei a música bem chata. Mas fazer o que é, não é mesmo? Bola pra frente.

Não sei o que falar de fotografia, já que a maioria dos planos são fechados, se passando dentro de apartamento, colégio, sala, quarto. Exceto uma cena comprida que se passa na praia, que trataram de explorar bem o ambiente, mas não o suficiente para ser marcante.

Pedro Vasconcelos é o mesmo que dirigiu “Dona Flor e seus dois maridos”, e ele fez um excelente trabalho, na minha humilde e leiga opinião. A história é bem pontual em seus momentos, se dividindo entre os dramas e as felicidades de uma família normal. A única coisa que realmente me incomodou, mais do que a atuação precária da Larissa Manoela, foi a falta de diversidade. O elenco é recheado de gente branca e bonita, principalmente adolescentes magras, brancas, estilosas, de classe média alta. Cabelo liso então, nem se fala. Só apareceu um rapaz fora do padrão, que é o amigo gordo engraçado. E, claro, quando eu parei para perceber, havia realmente somente um personagem negro na história: o faxineiro. Será que isso reflete a sociedade classe média brasileira? Fica o questionamento. Eu não consegui encaixar a minha adolescência ai, já que meu grupo de amigos sempre foi muito diversificado, mas eu consegui visualizar a adolescência como é vista nos dias de hoje, então ficou tudo bem.

Agora, vai ficar no ar: a série “fala sério” tem outros volumes, como “Fala sério, pai!”, “Fala sério, amor!”, “Fala sério, amiga!”, entre outros. Seria o caso de no futuro adaptarem as outras obras?

Mas voltando ao filme, ele irá lançar somente dia 28 de dezembro (final desse mês), e vale a pena levar a sua mamãe para assistir com você. Vai render boas risadas.

Trailer: