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Crítica – A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell

por em 30 de Março de 2017
Detalhes
 
Ano de lançamento

2017

Título original

Ghost in the Shell

Duração

120 minutos

Roteiro

Jonathan Herman e Jamie Moss

Positivos

- Visual incrível
- Reflexão sobre o uso da tecnologia
- ScarJo em uma convincente atuação
- História diferente dos anteriores

Negativos

- Os trailers venderam um filme de ação com ficção científica estilo Matrix, mas acaba sendo um filme de ficção científica com cenas de ação
- A participação da Seção 9 é praticamente reduzida a Major, Batou e Aramaki

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Major (Scarlett Johansson) é uma agente especial ciborgue de uma força-tarefa contra o ciberterrorismo chamada Seção 9 que enfrentará um novo inimigo mais rápido, mortal e inteligente. A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell chega aos cinemas nesta quinta-feira, 30 de março, mas a crítica dele você já pode conferir aqui.

O filme é uma adaptação da série de mangás japoneses escritos e ilustrados por Masamune Shirow lançados entre abril de 1989 e novembro de 1990. Esses mangás já haviam sido adaptados anteriormente em filmes de animação e séries de animes.

A série alcançou tanto sucesso mundo afora que os diretores de Matrix, Lilly e Lana Wachowski, afirmaram em 1999 – lançamento do primeiro filme da trilogia -, terem sido muito influenciados por Ghost in the Shell e o homenagearam em diversas cenas.

Sinopse

A Vigilante do Amanhã é ambientado em um futuro cyberpunk onde quase três quartos da população mundial já possui algum aperfeiçoamento corporal cibernético e uma das maiores empresas responsáveis por esses aperfeiçoamentos é a Hanka Robotics, responsável pela tecnologia que criou a ciborgue Major.

Major (Scarlett Johansson) sendo reconstruida

Major foi criada em um projeto meticuloso através da união de um cérebro humano orgânico e um corpo sintético e passou a integrar a força-tarefa governamental contra o ciberterrorismo chamada de Seção 9. A força-tarefa é liderada pelo chefe Aramaki (Takeshi Kitano) e composta por Batou (Pilou Asbæk), Togusa (Chin Han), Ishikawa (Lasarus Ratuere), Saito (Yutaka Izumihara), Borma (Tawanda Manyimo) e Ladriya (Danusia Samal).

(Você pode conferir os posteres animados que a Paramount divulgou no perfil oficial do filme no Twitter clicando no nome das personagens da Seção 9).

Crítica

Assim como os mangás originais, o filme faz uma crítica sobre como o uso da tecnologia e sobre como a sua implantação no corpo pode afetar a individualidade e a identidade do seres humanos fazendo com que eles passem a ser fantasmas aprisionados em cascas, tornando-as vulneráveis a empresas ou indivíduos mal intencionados.

Major e a Seção 9 iniciam uma investigação sobre uma possível interceptação de dados com o intuito de vigiar o Dr. Osmond, presidente da Hanka Robotics e começam a procurar por um ciberterrorista cujo alvo é a a própria Hanka Robotics. (Que você pode conferir no clipe estendido abaixo)

Durante essa procura pelo ciberterrorista responsável pelo ataque ao presidente e pela morte de importantes membros da Hanka Robotics, Major acaba seguindo em um caminho para descobrir a sua própria origem cujas informações são desencontradas.

Para quem nunca viu nada sobre Ghost in the Shell, este filme será uma bela ficção científica com ação, uma boa história, belíssimos efeitos visuais e muitas reflexões sobre a vida e o futuro.

Já para quem leu os mangás, assistiu algum dos filmes e/ou viu os animes, aqui temos um grande divisor de águas. O filme bebeu da fonte do filme Ghost in the Shell de 1995, trazendo várias cenas refeitas e o mesmo design visual (o que está digno de aplausos).

Contudo, a história foi totalmente modificada. E este é o divisor. Alguns fãs gostariam de ver Ghost in the Shell como ele era e outros, como eu mesmo, preferem como está, diminuindo a previsibilidade da história.

Outro fator para muitos não gostarem do filme é a ocidentalização do elenco (falaram whitewashing, mas o Ishikawa é moreno, então…). Apesar de gostar das coisas originais, e gostaria bastante de ter visto todo mundo japonês no filme, isso realmente não me incomodou. Afinal, se em 2017 temos o mundo tão globalizado como está, com essa miscigenação absurda que temos, por que não no futuro?

Trailer oficial

 

Clipe estendido com 5 minutos de duração