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Crítica – Transformers: O Último Cavaleiro

por em 19 de julho de 2017
Detalhes
 
Ano de lançamento

2017

Título original

Transformers: The Last Knight

Duração

189 minutos

Roteiro

Art Marcum, Matt Holloway e Ken Nolan

Positivos

+ Um autobot que é um DRAGÃO DE TRÊS CABEÇAS QUE COSPE FOGO E MÍSSEIS!
+ Tem uns transformers bebê fofinhos;
+ Ainda temos a ilustre presença de Transformers dinossauros;
+ ... Transformers né. Amamos robôs gigantes que lutam.

Negativos

- Roteiro totalmente maluco que não funciona;
- Necessidade de grandiosidade;
- Objetificação das mulheres;
- Personagens desnecessários;
- Pior final de todos;
- Plots pseudo dramáticos;
- Piadas sem graça;
- Ad infinitum....

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Sinopse
 

Espero que a franquia volte a simplicidade de um garoto que compra seu primeiro carro e descubra que na verdade ele é um Transformer.

 

O quinto filme da franquia dos robôs alienígenas, e o último sob a direção de Michael Bay, estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 20 de junho. Mas a crítica do filme você já pode conferir aqui.

Sinopse

Os humanos continuam a caçar os Transformers que estão na Terra e a guerra continua, mesmo sem a presença de Optimus Prime. Cade Yeager (Mark Wahlberg) continua ajudando os autobots a se esconderem e também é procurado. Ele ainda conhece a jovem órfã Izabella (Isabela Moner) ao tentar salvar um Tranformer recém-chegado a Terra em uma espaçonave. O planeta Terra é ameaçado quando a Criadora quer utilizar os seus recursos para ressucitar o planeta Cybertron, planeta-mãe dos Transformers, com a ajuda de Optimus (Nemesis) Prime.

Para tentar salvar o planeta, uma aliança inusitada entre Cade, Bumblebee, o lorde inglês Sir Edmund Burton (Anthony Hopkins) e a professora de Oxford Vivian Wembley (Laura Haddock) acontece e, com a ajuda de outros autobots aliados, eles formam a linha de frente contra a ameaça liderada pela Criadora.

Crítica

O roteiro do filme tem problemas sérios, mesmo se tratando de um filme sobre Transformers. Desta vez, a viagem dos roteiristas foi longe demais. Talvez por conta dessa viagem que o filme tenha uma duração absurda de 3 horas e 9 minutos. Ele acaba relacionando a presença dos Transformers na Terra com os Cavaleiros da Távola Redonda, o Stonehenge, Cuba e a Segunda Guerra Mundial. Isso faz algum tipo de sentido para alguém?

Idade Média

No início, os Cavaleiros da Távola Redonda contam com o auxílio dos Transformers para vencer uma batalha e acabam formando uma aliança para proteger o planeta. Uma observação rápida de que eles dão um fucking dragão de três cabeças para ajudar, controlado por Merlin. Corta para o presente. 

Presente

No presente, os humanos continuam em guerra contra os Transformers assim como no filme anterior da franquia. Contudo, ao invés de irem para o confronto, os Autobots, Cade e a jovem órfã Izabella (introduzida na trama neste filme) tentam fugir e se esconder em um ferro-velho enquanto são procurados pelas autoridades. Por conta dessa dinâmica, o filme passa muito tempo como um roadie movie e acaba ficando cansativo e improdutivo. Aliás, Izabella é uma personagem que poderia ter sido maravilhosamente bem aproveitada, mas não foi. Ela está ali provavelmente para agradar ao público feminino (Michael Bay meio que atirou para todos os lados nesse filme e não é trocadilho, eu juro), mas é tão sub desenvolvida que poderia nem estar lá que não ia fazer diferença.

Depois de fugir do ferro-velho e de um confronto contra os Decepticons liderados por Megatron, Cade é “convidado” pelo Transformer mordomo, sósia do C3-PO de Star Wars (inclusive, rola piada sobre isso no filme. Eu avisei que ele atira para todo lado, não é mesmo?), a visitar o castelo do lorde inglês Sir Edmund (uma das poucas coisas boas do filme é o personagem dele, exclusivamente por ser o Anthony Hopkins). Lá ele conhece a professora de Oxford Vivian, raptada por Burton, e descobre que, segundo uma profecia, a Terra seria destruída para que Cybertron pudesse ressuscitar. Além disso, a professora Vivian é uma descendente de Merlin e seria a única pessoa que poderia impedir a destruição da Terra. Outra personagem que está ali aparentemente com um propósito incrível, mas no fim não está. De cara percebemos que Vivian é uma mulher forte, inteligente, perspicaz, corajosa, ela é perfeita para ser uma heroína. Exceto que ela só serve para aparecer em um vestido de, como Cade chama, prostituta (aliás, comentário sem sentido. O que é um vestido de prostituta senhor?!) e como futuro par romântico num daqueles romances expressos de filmes de ação, onde o casal se detesta de cara, ele se sente ameaçado por ela ter vários diplomas, mas depois prova que uma barriguinha com vários abs é o que realmente faz a pessoa ser incrível (fan service feminino de Cade sem camisa, é claro), e eles ficam juntos no final. E isso não é nem spoiler. Enfim, corta para o espaço.

Espaço

No espaço, Optimus Prime entra em contato com a Criadora, que faz com que ele fique contra os humanos (ganhe o nome de Nemesis Prime) e volte à Terra para procurar por um artefato que dará início ao processo de destruição do planeta e a reconstrução de Cybertron. Corta pro Stonehenge.

Stonehenge

Segundo a profecia, o Stonehenge seria exatamente o ponto onde a broca de perfuração para extrair os recursos da Terra para a reconstrução de Cybertron seria colocada. Corta pra Cuba.

Cuba

Em Cuba, o ex-agente Seymour Simmons (John Turturro) encontra-se escondido com alguns Transformers, sendo a sua participação na trama totalmente desnecessária e que em nada acrescenta ao filme. Mas não ficamos surpresos com isso, afinal, tem muita gente assim no filme. Corta pra Segunda Guerra Mundial.

Segunda Guerra Mundial

Durante as cenas do castelo, o Sir Burton disse que Bumblebee foi um dos Transformers que ajudou a lutar contra os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial em um flashback bem tosco. Este fato talvez tenha sido colocado no roteiro como forma de gancho para o filme solo do robô que está em processo de roteirização, como o próprio Michael Bay confirmou na coletiva de imprensa.

Conclusão

De resto, o filme conta com os mesmos recursos dos filmes anteriores: cenas de ação com os robôs atirando pra todo lado, objetificação de mulheres (como a professora de Oxford que é a sósia britânica da atriz Megan Fox) e uma necessidade de grandiosidade por parte da produção do filme. Muitos personagens mal aproveitados, piadas que não tem graça alguma e são forçadas até o limite, tentativas de agradar muita gente ao mesmo tempo, o que fez com que parecesse que Michael Bay saísse perguntando na rua o que as pessoas gostariam de ver em um filme e enfiasse tudo junto dessa vez, o roteiro parece que foi escrito exclusivamente para justificar as milhares de cenas de ação, e também aconteceu de ter uma carga “dramática” que não funcionou.

Para um fã de Transformers, tudo o que resta depois desses cinco filmes é a esperança de que a franquia deixe de lado essa necessidade de grandiosidade (se é que isso é possível) e retorne a simples ideia inicial quando, nas palavras do próprio Michael Bay, Spielberg o convidou para fazer um filme sobre um garoto que compra o seu primeiro carro e ele acaba sendo um Transformer.

Trailer

Colaborou neste post: Rebecca Cunha