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Crítica: Mulher Maravilha

por em 30 de maio de 2017
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Em uma época recheada de filmes de heróis dos mais diferentes tipos, um pré-conceito ainda existia: o de que uma heroína mulher não seguraria um longa metragem. Contudo, era uma questão de tempo até que esse tabu fosse posto à prova. E não poderia ser com outra senão a Mulher Maravilha.

Mulher Maravilha

As origens

Criada em 1941 pelo psicólogo William Moulton Marston e Harry G. Peter, Diana, princesa e embaixadora de Themyscira é uma amazona com superforça enviada ao mundo dos humanos para promover a paz sob a alcunha de Diana Prince.

Como membro da Liga da Justiça, ela é o equilíbrio entre o Batman e o Super-homem. No entanto, ela é um símbolo feminino que prova que com seu Laço da Verdade, garotas também podem aspirar serem superheroínas.

O filme

O filme começa com a mulher madura que vimos em Batman vs Super-homem caminhando pelo Louvre, seu local de trabalho atual. Lá, Diana recebe uma encomenda de Bruce Wayne contendo a foto original dela com seus quatro amigos durante a década de 20. E é aí que nossa história se inicia.

Mulher Maravilha

Usando de uma das origens mais difundidas para sua criação, descobrimos que Diana foi feita a partir do barro por sua mãe, a rainha Hipólita. Com seu último sopro, Zeus deu vida à pequena menina de cabelos pretos.

Em seguida, acompanhamos a criação e o treinamento da amazona. Vale destacar aqui toda a civilização matriarcal, comandada pela Rainha Hipólita, com itens como o desenvolvimento linguístico, a capacidade de luta, a hierarquia bem definida e o progresso todo conseguido.

As coisas mudam quando Steve Trevor literalmente cai do céu dentro do paraíso isolado do mundo e trás junto uma parte da guerra com ele. É quando o senso de justiça de Diana se aflora e ela decide ir para o mundo dos homens para parar Ares.

A partir daí vemos uma fotografia mais escura, mas que ao contrário do que acontece com o Super-homem, acaba por destacar a presença da Mulher Maravilha, nos fazendo crer que ela é sim a salvação de tudo.

Contribuiu muito para a fotografia a acertada decisão de manter a personagem usando azul quase o filme inteiro, quando quase não se vê a cor no resto do cenário ou roupas. Azul, a cor da esperança, não poderia ser diferente.

Falar sobre Gal Gadot é chover no molhado. A atriz israelita foi feita para o papel e até mesmo a bênção de Lynda Carter (da série de TV dos anos 60) ela teve. Como preparação para o filme, Gadot ganhou 17kg de massa muscular.

Mulher Maravilha

Curiosidades

  • Lynda Carter deu sua bênção à Gal Gadot após ver o filme.
  • Existem várias referências às HQs, como a cena em que a personagem-título levanta um tanque.
  • Gadot não imaginava estar fazendo testes para o filme e só descobriu mais tarde.
  • A atriz também estava grávida durante as filmagens e inclusive gravou cenas de ação carregando uma criança em seu ventre.
  • Uma outra origem muito popular diz que Diana é uma semi-deusa, filha biológica de Zeus com Hipólita.
  • Nas HQs, o laço da verdade é um item criado especialmente para ela.
  • Também nas HQs, os braceletes são lembranças do tempo em que as amazonas foram escravizadas pelos gregos. Contudo, em edições mais recentes, também foi mostrado que eles limitam o poder de Diana.
  • A personagem foi nomeada uma embaixatriz da ONU. E depois desnomeada.
  • Os personagens coadjuvantes, Sameer, Charlie e o Chefe, servem para mostrar como aquela sociedade era preconceituosa com outras etnias e como os oprimia.

Mulher Maravilha

Conclusão

Um filmaço, do início ao fim, merecedor de ser visto em 3D. O grande acerto da DC Comics. Um testamento à heroína. Um filme que passa facilmente no teste Bedchel. Um filme verdadeiramente Maravilhoso.

Mulher Maravilha

Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Robin Wright, David Thewlis, Connie Nielsen.
Dirigido por Patty Jenkins.
Escrito por: Geoff Johns, Allan Heinberg.
Estréia dia 01 de junho de 2017.

Colaboraram nessa crítica os editores João Pedro e Alvaro Caetano.