Filmes
0comentários

Crítica: Monster Trucks

por em 27 de fevereiro de 2017
Detalhes
 
Gênero
Ano de lançamento

2017

Título original

Monster Trucks

Duração

1h44m

Roteiro

Derek Connolly

Positivos

- É divertido;
- Monstro carismático;
- Ação bem feita;
- Bons efeitos especiais.

Negativos

- Más mensagens;
- Péssimo protagonista;
- Vilão caricato;

Avaliação do Editor
Pontuação Total

Deslizar para avaliar
Avaliação do Usuário
Pontuação do Usuário

You have rated this

Sinopse
 

Procurando uma maneira de fugir da rotina na pequena cidade em que nasceu, Tripp (Lucas Till), um estudante, constrói um Monster Truck juntando peças de outros carros. Depois de um acidente próximo a um poço de perfuração de petróleo, uma estranha criatura aparece e demonstra talento e gosto por velocidade. Após o ocorrido, Tripp pode ter encontrado um amigo diferente e um motivo para sair da cidade.

 

A premissa que me passaram foi “um polvo que dirige um caminhão”. Eu pensei “MDS! Melhor ideia de filme!”, já que adoro um bom filme trash. Mas não foi bem assim, e tudo começou quando apareceu bem grande na tela que é um filme produzido pela Nickelodeon, ou seja: infantil. Adoro filme infantil, mas lá se foi minhas esperanças de sangue e tripas. Paciência.

A história é a seguinte: Há uma empresa que é basicamente dona da cidade que está perfurando um poço de petróleo em um grande terreno, até que em dado momento eles encontram água e precisam passar por ela para chegar ao petróleo. E o que é água perto de petróleo, não é mesmo? Eles perfuram e de lá saem seres misteriosos que causam enormes danos à propriedade e o dono quer que sejam exterminados para que ninguém saiba que aconteceu um acidente e poderem continuar a escavação.

Após essa introdução, temos esse rapaz chamado Tripp (Lucas Till, que além de fazer X-Men, agora é também o novo MacGyver), que é o loser da escola. “Loser”. Pois apesar de trabalhar no ferro-velho, e não ser rico e ter o sonho clichê de ir embora da sua cidade o mais rápido possível, ele é obviamente malhado, bonitão, inteligente e várias pessoas querem ser seus amigos. Pessoas que ele ignora. Claro, tem o riquinho que o esnoba, mas é somente porque ele não é rico também. Além disso, Tripp detesta o padrasto, que é o xerife da cidade, e não parece ter nenhum tipo de apreço pela jovem mãe. Ou seja, temos um protagonista adolescente babaquinha. Mas enfim. Acontece que logo após o acidente da empresa, Tripp está trabalhando em sua caminhonete no ferro velho quando o “ser” que fugiu da petrolífera aparece e eles viram amigos depois que o rapaz percebe que o “monstro” na verdade é uma mistura adorável entre um polvo e um tartaruga e só quer beber petróleo em paz. Porém, é claro que o dono da petrolífera está atrás desse serzinho lindo e descobre onde ele está, enviando seu segurança para capturá-lo e jogá-lo em uma caixa junto com seus pais e matar a todos. A forma que o protagonista descobre para ajudar a criatura é modificando sua caminhonete para se tornar uma “monster truck” e ai rola um trocadilho, pois o “monstro” meio que usa a caminhonete como uma carapaça e a dirige. É um trocadilho bem infame, mas hey, é para crianças. Após essa modificação, Tripp se sente totalmente seguro para fugir pela cidade com o novo amigo que também é sua caminhonete, com cenas de perseguição e tudo. O que é engraçado, pois tais cenas causam bastante destruição e, como acontece nesses filmes, nada tem consequência. Yay! E no meio disso tudo, temos Meredith, a garota que Tripp ignorava no colégio enquanto ela era obviamente apaixonada por ele, que se meteu junto na confusão e ajuda a salvar a adorável criatura do vilão.

Pode levar pra casa?! <3

O filme em si é divertido de uma maneira infantil. Tem piadas pontuais que são seguidas pela trilha sonora, que é interessante, pois tem uma música para cada momento (por exemplo, se tem um momento divertido, a música é bem animada e se vai ser seguida por uma cena tensa, ela muda de maneira nada sutil para te deixar alerta). O protagonista na verdade passa muitas ideias erradas, a começar quando ele prefere explorar o novo amigo para poder dirigir a caminhonete dele de maneira estilosa, ignorar as pessoas e só dar atenção quando precisa delas etc. O que um protagonista desses ensina para as crianças, não é mesmo?

Os efeitos do filme são até bons, e eu me apaixonei pelo “monstro”, que para mim ainda é uma mistura de polvo com tartaruga e ele é super fofinho. Dá vontade de abraçar de tão carismático. Ele é uma criatura ingênua e fiel, e dá muita raiva que Tripp só queira usá-lo, apesar de toda a história de “vamos salvá-lo” e tal. Se os vilões não tivessem aparecido, duvido que tivesse passado pela mente dele devolvê-lo à família!

A história é bem simples, totalmente voltada para o público infantil. Eu ri algumas vezes, torci pelo monstro, as cenas de ação são bem feitas, tem clichês perfeitos para as crianças e a mensagem final de “cuide do planeta”, vamos “salvar o planeta” e tal é sempre uma boa ideia. Pena que durante o filme haja muita destruição e caos na cidade e nenhum tipo de consequência, não é mesmo?

No fim, eu achei que não perdi totalmente o meu tempo assistindo, e em um dia sem nada para fazer com seu filho ou filha, ou sobrinho/sobrinha, afilhados pode ser uma boa levar ao cinema e ir se divertir sem se preocupar com nada com esse filme.