Filmes
0comentários

Crítica: Jurassic World – Reino Ameaçado

por em 14 de junho de 2018
Detalhes
 
Ano de lançamento

2018

Título original

Jurassic Park: Fallen Kingdom

Duração

128 minutos

Roteiro

Colin Trevorrow e Derek Connolly

Positivos

+ Elenco;
+ Roteiro;
+ Efeitos Visuais;
+ Trilha Sonora.

Negativos

- Sem pontos negativos.

Avaliação do Editor
Pontuação Total

Deslizar para avaliar
Avaliação do Usuário
Pontuação do Usuário

You have rated this

Sinopse
 

Owen e Claire retornam à ilha Nublar para salvar os dinossauros restantes de um vulcão que está prestes a entrar em erupção. Eles encontram novas e aterrorizantes raças de dinossauros gigantes ao descobrir uma conspiração que ameaça todo o planeta.

 

Talvez pela semelhança com “seres fantásticos”, e por sabermos que já habitaram nosso planeta há milhões de anos, os dinossauros sempre exerceram um grande fascínio nos humanos. Aos 4 anos de idade, “A Família Dinossauro” fazia parte das minhas manhãs de domingo, até ser apresentado ao universo do escritor americano Michael Crichton, que foi adaptado para o cinema pelo diretor que fez a nossa infância: Steven Spielberg. Em 1993, “Jurassic Park” dava suas boas-vindas e abria suas portas para um mundo perdido há muito tempo.

22 anos e 2 sequências mais tarde, Jurassic World estreou, fortalecendo ainda mais a franquia ao saber explorar um pouco do antigo e muito do novo, em uma espécie de releitura do original. Com o início da divulgação de “Reino Ameaçado”, chegaram também os receios de que este apostaria novamente em uma releitura da sequência do original, “O Mundo Perdido”. Porém, fomos surpreendidos com um roteiro superior aos três filmes anteriores da franquia.

A sequência começa exatamente três anos após os eventos que destruíram mais uma vez os sonhos de John Hammond e a Ilha Nublar, fazendo do parque um lugar livre para os seus principais habitantes: os dinossauros. Com a iminente ameaça da erupção de um vulcão, o casal protagonista Owen (Chris Pratt) e Claire (Bryce Dallas Howard) são forçados a salvar as criaturas que tanto amam da sua segunda extinção.

“Reino Ameaçado” começou com o pé direito, sendo aplaudido de pé pelo público por 10 minutos em sua sessão de première em Londres no mês passado. O segredo do sucesso deste filme está no roteiro, que devolve os elementos cruciais que fizeram do primeiro filme tão marcante na cultura pop. “Jurassic Park” é um filme de ação e aventura, mas também de suspense e terror. Algumas das cenas mais famosas do filme são aterrorizantes até os dias de hoje. Este novo não erra entregando uma das cenas mais eletrizantes de toda a franquia já no seu início. Além disso, a temática proposta por Crichton, e que fizeram dos seus livros best-sellers, estão de volta. Temas tão atuais e mostrando (pela primeira vez) uma perspectiva global dos experimentos biogenéticos de John Hammond e as consequências deles. Com tons mais sérios e dramáticos, o filme volta a criticar a figura do Homem, quando este tenta brincar de “ser Deus”. É desse discurso político e religioso que temos o retorno do personagem mais icônico da franquia, o Dr. Ian Malcolm (Jeff Goldblum). Também somos apresentados à novos personagens, que ao logo do filme mostram não só seu carisma, mas o valor que exercem dentro da narrativa.

Outro grande acerto está no retorno direto aos cenários de “Jurassic World”. Este talvez tenha sido um dos maiores erros de “O Mundo Perdido”, que não retornou à ilha do primeiro filme e trouxe apenas um dos seis personagens da franquia. O retorno à um cenário familiar traz não só um sentimento nostálgico, mas respeita o público ao responder muitas das questões estabelecidas no primeiro, como o que aconteceu com o parque (e até mesmo com o mundo) após os eventos catastróficos.

Apesar do tom mais sério e sombrio, o filme apresenta uma fotografia de cair o queixo. Mérito do diretor espanhol J. A. Bayona, que já mostrou seu potencial em trabalhos anteriores, como “O Orfanato”, “O Impossível” e no mais recente “Sete Minutos Depois da Meia-Noite”. Pinceladas neutras e saturadas marcam algumas das cenas mais bonitas de toda a franquia, que parecem extraídas diretamente das artes conceituais de “artbooks”. A trilha sonora também é um espetáculo a parte. Michael Giacchino compôs faixas poderosas e marcantes, que ganham identidade própria, sem a necessidade das faixas compostas por John Williams. Este último quase não é tocado, o que permite cada vez mais o desprendimento do antigo e a aposta certeira em um caminho novo.

“Jurassic World: Reino Ameaçado” estreia essa semana nos cinemas brasileiros, comemorando o 25o aniversário da franquia e presenteando os fãs não só com uma sequência que merecíamos desde 1993, mas expandido seu reinando e estabelecendo uma nova era.