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Crítica: Fragmentado

por em 22 de março de 2017
Detalhes
 
Ano de lançamento

2017

Título original

Split

Duração

117 minutos

Roteiro

M. Night Shyamalan

Positivos

- Elenco incrível;
- A história prende você do começo ao fim;
- Atuações ótimas;
- Ótima direção;
- E eu, particularmente, fiquei muito tensa com o filme.

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Sinopse
 

Kevin (James McAvoy) possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las quimicamente em seu organismo apenas com a força do pensamento. Um dia, ele sequestra três adolescentes que encontra em um estacionamento. Vivendo em cativeiro, elas passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin e precisam encontrar algum meio de escapar.

 

“Fragmentado” é um filme incrível. Sim, já vou começar elogiando. Superem. Ele deverá estrear amanhã (23/03) nos cinemas do Brasil – perdoem a demora para sair a resenha – e eu já tenho que dizer: assistam.

A história é sobre Kevin, um homem que possui 23 personalidades, e que por alguma razão, sequestra três jovens, que logo percebem que precisam lutar para tentar sair de lá. Aparentemente elas foram sequestradas para um propósito, elas possuem um significado, e elas precisam ir embora antes que descubram o que é. E é tudo o que eu praticamente posso dizer. O trailer talvez acrescente uma ou outra informação, mas mais do que isso já é considerado spoiler.

O filme é tenso, escuro. Cada momento dele é bem construído e tem um propósito para a trama, mesmo que por alguns momentos você não entenda onde aquilo vai te levar – o que, na minha opinião humilde, me deixou mais tensa, pois nenhuma das alternativas parecem ser boas. Inclusive, mesmo sentimento de estar lendo “Desventuras em Série” e pensar “Será que eu vou ver alguma luz no fim do túnel?”, mas só sentir desespero.

Os personagens são muito bem construídos. Apesar de cada garota ser diferente, a personalidade das três é bem estabelecida, definindo a importância e as ações delas durante o filme. Inclusive, achei maravilhoso o diretor insistir para que elas não fossem as protagonistas clichês de filme de terror. Elas são garotas fortes e inteligentes, e não estão prontas para deitarem no chão e deixarem satã levar a alma delas. Kevin, aliás, está incrível com a atuação de James McAvoy. Eu fiquei bem surpresa, de verdade. Eu já o tinha visto em bons papéis, mas nesse eu creio que ele conseguiu se superar. Afinal, são 23 personalidades, cada uma bem distinta da outra. Deve ter sido bem difícil, mas ele conseguiu.

A trilha sonora foi outro ponto alto: ela foi feita para incomodar. Me lembrou muito a do filme “O Iluminado”, que tem todo o intuito de te deixar perturbado, tenso. É algo que você pode perceber já pelo trailer. No filme não é muito melhor.

Uma curiosidade sobre o filme, o diretor Shyamalan bancou o filme do próprio bolso, para que pudesse se manter fiel à ideia de um filme independente. Para isso, ele se uniu à Jason Blum, que possui a firma “Blumhouse production”, que já havia sido seu parceiro no filme anterior, “A visita”. E graças a Deus por isso. Ele pôde manter a sua visão criativa, e ele se esforça e consegue tirar o expectador da sua zona de conforto. “Fragmentado” é um filme que te deixa desconfortável, alerta, tenso, sempre esperando pelo pior. Inclusive, ponto alto do filme: a reflexão sobre a natureza humana. Existe uma personagem maravilhosa na história, a psiquiatra de Kevin, e ela joga muitos questionamentos humanos durante o filme e é maravilhoso. Não tem como você não terminar o filme pensando “E se…?”

Outro ponto alto é o cuidado técnico que o diretor teve em cada cena. Cada elemento do filme, cada ângulo de câmera, tudo calculado para causar um efeito. A fotografia está incrível. Não posso dizer quais, mas possuem cenas no filme que o diretor regravou várias vezes para garantir o efeito certo. Nada de preguiça para o senhor Shyamalan!

O fato é que o filme foi cuidadosamente feito para que nos deixassem impressionados. Ele possui várias camadas. Vale muitíssimo a pena sentar a bunda em uma cadeira de cinema e assisti-lo, principalmente se você manter sua mente aberta às possibilidades. Infelizmente é tudo o que eu posso dizer. Qualquer elemento a mais que eu conte é spoiler, então, vou manter o suspense.

Aliás, quero fazer uma observação. Eu sai da cabine de imprensa com vários colegas alegando uma cena referência fortíssima à outro filme do Shyamalan (não direi qual), mas infelizmente eu não o assisti, então eu não posso afirmar com certeza, mas se vocês a virem, já sabem: possibilidades infinitas.

 

OBS: Quem quiser saber mais sobre o tema TDI, tem um vídeo incrível do Nerdologia feito especialmente para esse filme e que explica muito bem.