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Crítica: Deadpool 2

por em 17 de maio de 2018
Detalhes
 
Ano de lançamento

2018

Título original

Deadpool 2

Duração

119 minutos

Roteiro

Rhett Reese, Paul Wernick e Ryan Reynolds

Positivos

+ Elenco;
+ Roteiro;
+ Efeitos Visuais;
+ Trilha Sonora.

Negativos

- Edição;
- Excesso de Piadas.

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Sinopse
 

Sequência das aventuras do Mercenário Tagarela, interpretado por Ryan Reynolds. Deadpool terá agora que encarar uma nova missão: recrutar membros para sua equipe de super hérois, a X-Force, e combater o Cable, um vilão recém-chegado do futuro.

 

O ano era 2014. Bastou o vídeo teste de Ryan Reynolds, no papel do mutante mercenário, vazar na internet para provocar um frenesi. Não demorou muito para que o filme, antes cancelado pela 20th Century Fox, estreasse nos cinemas, arrecadando aproximadamente 800 milhões de dólares em bilheteria mundial, quase 13 vezes mais que o seu orçamento. Fazendo da sequência não apenas uma certeza, mas uma prioridade. Hoje, dois anos depois, “Deadpool 2” chega aos cinemas, repetindo a mesma fórmula que fez do anterior tão bem-sucedido e ampliando cada vez mais o universo dos mutantes da Fox.

“Deadpool 2” segue a história de Wade Wilson, ex-combatente e mercenário que, após as terríveis experiências de um cientista, adquiriu (além do péssimo visual) superpoderes, como cura e força aprimorada, dando vida a um herói irreverente e violento. Agora Deadpool precisará confrontar não só seus sentimentos mais conflitantes, mas recrutar membros para sua equipe de super-heróis, a X-Force, para derrotar um novo vilão recém-chegado do futuro e com uma missão especial.

Apesar da excelente atuação de Ryan Reynolds, as grandes estrelas dessa sequência são os personagens Cable, interpretado por Josh Brolin (o Thanos de Vingadores: Guerra Infinita), e Dominó, uma heroína cheia de atitude vivida pela talentosíssima Zazie Beetz. Esta última é responsável por algumas das melhores cenas de ação do filme. Para quem é fã dos mutantes, o filme é um prato cheio não só de referências, mas de grandes participações (fique ligado em cada segundo).

Entretanto, o maior trunfo do filme não está no elenco ou no famoso humor escrachado, mas no roteiro simples, repleto de lições e críticas sociais. Apesar da classificação indicativa de 18 anos, David Leitch entrega um filme feito para a família. Sim, para a família! É justamente por não se levar a sério que a história usa e abusa das piadas para cutucar temas tão atuais e importantes dentro da indústria cinematográfica. Desde os padrões de beleza hollywoodiano até as apropriações culturais.

Porém, às vezes o feitiço pode virar contra o feiticeiro, e o maior erro dessa sequência está na mesma fórmula em que ele acerta: as piadas. Algo que, na medida certa funciona, mas na dosagem errada acaba prejudicando o desenvolvimento da história, fazendo com que algumas cenas se tornem repetitivas e cansativas. Além disso, o filme também peca em não explorar mais alguns dos personagens já estabelecidos no primeiro e que conquistaram o carinho do público, como a mutante Negasonic.

Por fim, “Deadpool 2” chega como a maior prova de que o público tem poder para fazer as coisas acontecerem. Sem eles, não existem bilheterias e não existem estúdios cinematográficos. O herói “Lado B” da Marvel não só chegou para ficar, ele conquistou uma geração e cravou sua bandeira na Cultura Pop.