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Crítica: Círculo de Fogo – A Revolta

por em 23 de Março de 2018
Detalhes
 
Ano de lançamento

2018

Título original

Pacific Rim - Uprising

Duração

111 minutos

Roteiro

Steven S. DeKnight, Emily Carmichael, Kira Snyder e T.S. Nowlin

Positivos

+ Ótimos efeitos visuais;
+ Cenas de ação.

Negativos

- Roteiro genérico;
- Atuações fracas;
- Personagens sem carisma.

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Sinopse
 

Já fazem dez anos desde a Batalha na Fenda e os oceanos continuam estáveis mas inquietos. Vindicado pela vitória na batalha, o programa Jaeger evoluiu para se tornar a força de defensa mais poderosa da história da humanidade. O PPDC agora seleciona os melhores e mais promissores para se tornar a nova geração de heróis.

 

Quando Guillermo Del Toro lançou “Círculo de Fogo” ,em 2013, o filme não rendeu uma bilheteria tão grandiosa quanto seu orçamento. Porém, conquistou uma legião de fãs ao redor do mundo, fazendo de uma continuação não só uma certeza, mas um projeto para algo muito maior: um possível universo de monstros da Warner Bros, compartilhado com filmes como “Godzilla” (2014) e “Kong: A Ilha da Caveira” (2017).

Depois de 5 anos de espera, a sonhada sequência não só perdeu seu diretor e protagonista, como mudou de estúdio (agora é da Universal) e destruiu as chances do que poderia ter sido um grande “Universo Cinemático”.

Círculo de Fogo – A Revolta” segue a história (aproximadamente 10 anos depois do primeiro) do ponto de vista de Jake, personagem de John Boyega (o Finn de Star Wars), filho do Marechal Pentecost, personagem vivido pelo ator Idris Elba no primeiro filme. Rebelde sem causa e ex-Ranger, Jake é colocado de volta à ativa para treinar uma nova geração de pilotos de Jaegers, ao invés de ir para a prisão. Junto com a nova rotina, chega uma nova onda de ameaças.




Tanto Charlie Hunnam quanto Del Toro não puderam voltar para o novo filme devido conflitos com suas agendas. Mesmo sem um dos protagonistas, o filme começa errando em sequer citar o personagem de Hunnam, Raleigh, e em excluir (já nos primeiros minutos) a outra grande estrela do primeiro: Mako (Rinko Kikuchi). O que, queira ou não, acabou soando bem sexista, uma vez que a produção não optou por manter uma protagonista feminina e asiática. Lamentável, já que Mako se transformou na personagem mais adorada da franquia. Além disso, o filme tenta encaixar o personagem de Boyega em um universo que ele jamais fez parte ou foi citado. Sem atuações marcantes e personagens carismáticos, “A Revolta” segue errando em não explorar nenhum dos arcos que “promete”, deixando de lado as subtramas que fizeram do primeiro filme tão interessante.

Sem o diretor mexicano, o filme perde não apenas a profundidade dos personagens, mas sua beleza como um todo. Não há mais a marcante paleta de cores dos seus trabalhos, assim como todas as características que faziam o primeiro se aproximar muito mais de um filme de fantasia do que de um de ação. Vale destacar também que não só Del Toro faz falta, mas o compositor Ramin Djawadi (também conhecido pelo trabalho em Game Of Thrones), que fez da trilha sonora do anterior um verdadeiro espetáculo.

No final, o grande vilão dessa sequência não são os Kaijus, mas o roteiro genérico que o filme entrega, distanciando-se cada vez mais da história criada por Del Toro e se tornando um “episódio perdido” (e bem ruim) da franquia Transformers.

Trailer: