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“A Costureira e o Cangaceiro” virou filme e vocês não podem perder!

por em 9 de outubro de 2017
Detalhes
 
Ano de lançamento

2017

Título original

Entre Irmãs

Duração

160 minutos

Roteiro

Patrícia Andrade

Positivos

+ Elenco maravilhoso;
+ História sensível e envolvente;
+ Fotografia para encher os olhos;
+ Trilha sonora

Negativos

- Alguns pontos poderiam ter sido mais bem explorados;
- E alguns momentos poderiam ter sido cortados, para enxugar um pouco a trama

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Sinopse
 

Nos anos 30, duas irmãs separadas pelo destino enfrentam o preconceito e o machismo, uma por parte da alta sociedade na cidade grande, e a outra de um grupo de renegados no interior. Apesar da distância, elas sabem que uma só tem a outra no mundo e cada uma, à sua maneira, vai se afirmar de forma surpreendente.

 

Baseado no livro “A costureira e o Cangaceiro” de Frances Pontes Peebles, o filme “Entre Irmãs” chegou para dar um tiro em nossos corações.

A história se passa nas décadas de vinte e trinta, e começa no interior de Recife, Taguaratinga do Norte, com as irmãs Luzia e Emília ainda crianças morando com a tia, que é costureira. O início do filme marca uma tragédia: Luzia quase morre ao cair de uma árvore, mas escapa com vida e um braço deformado. Essa cena é importante, pois introduz muito dos personagens em apenas alguns minutos, e eu adorei o modo como fizeram. Logo em seguida já vemos as irmãs crescidas, trabalhando como costureiras com a tia.

Emília, muito romântica e sonhadora, espera fugir do seu interior casando-se com um homem lindo e rico, que a leve para longe, enquanto Luzia não parece ter expectativas de vida, já que possui a deformação. Ela acha que amor é besteira, e que vai morrer onde nasceu. É quando a vida de ambas sofre uma tremenda reviravolta: Luzia é levada pelo Carcará, o chefe dos Cangaceiros, para morar com ele e seu bando no sertão, enquanto Emília, meses depois da irmã ter sido levada e a tia falecer de tristeza, acaba conseguindo o que sempre sonhou: casar com alguém que a levasse embora. E assim o filme trilha, seguindo os caminhos separados das irmãs. Mas não pensem que, por exemplo, a vida de Emília é fácil, só porque ela conseguiu o que mais queria. A vida de ambas se molda em vários fatos da vida, tanto tristes, quanto felizes.

Antes de mais nada, o filme tem mais ou menos duas horas e meia de duração, e eu não senti o tempo passar. A história te envolve como um abraço, e você simplesmente entra na vida das irmãs como se sempre tivesse junto com elas desde sempre.

O elenco está magnífico, com Marjorie Estiano fazendo Emília e Nanda Costa fazendo Luzia, além de vários outros. Existem alguns subplots que são curtinhos, e um pouco mal explorados, mas nada que atrapalhe o correr da trama. O roteiro é de uma mulher, então talvez por isso a história de ambas tenha sido traçada com tanta delicadeza.

A fotografia está de encher os olhos, com cenas cheias de luz do sertão, ou as cores da cidade. E a trilha sonora é impecável. Eu amei cada segundo, onde a música age totalmente em função das cenas. Emocionante quando precisa, silenciosa quando necessário. A trilha tem um timming excelente para marcar as emoções das cenas.

A história é forte, sensível, envolvente. Emília e Luzia crescem em caminhos separados, mas sem nunca pensar uma na outra. Existe essa conexão, que é bem explorada, e tem uma cena em específico que eu me arrepiei inteira, quando eles destacam bem o quanto uma sente falta da outra. Além de todos os preconceitos que elas sofrem em seu caminho, assim como o machismo forte da época. O filme ainda trata de outras questões fortes, como o amor em todas as suas formas. Só fiquei triste porque meu segundo shipp do filme só viveu por alguns poucos minutos, mas tudo bem, eu entendi e já superei. Mentira, não superei.

Não vou falar mais nada, pois eu saí da sala de cinema com o coração aquecido ao saber que o cinema brasileiro esse ano está com muitos filmes bons, e esse é maravilhoso demais. Inclusive, o diretor é o mesmo de “2 Filhos de Francisco”, que também foi muito elogiado. Eu gostaria que todos possam assistir e se surpreender com cada detalhe. Não há muita propaganda para o filme, o que é uma pena, e espero que as pessoas vençam seu preconceito em relação ao cinema nacional, pois não podem perder “Entre irmãs”.

O filme estreia agora dia 12 de outubro, então não percam!

 

TRAILER: