CPBSB – O que é uma cidade inteligente?

por em 12 de junho de 2017
 

Um dos maiores eventos sobre tecnologia do mundo, a Campus Party, aterrissa pela primeira vez em Brasília de 14 a 18 de junho para promover o debate sobre cidade e países inteligentes através de uma série de debates, palestras, workshops e hackatons.

O que é uma cidade inteligente?

Mesmo sendo um relativamente novo, o conceito de cidade inteligente já se consolidou como assunto fundamental na discussão global sobre o desenvolvimento sustentável e movimenta um mercado global de soluções tecnológicas, que é estimado a chegar em US$ 408 bilhões até 2020.

Atualmente, cidades de países emergentes estão investindo bilhões de dólares em produtos e serviços inteligentes para sustentar o crescimento econômico e as demandas materiais da nova classe média. Ao mesmo tempo, países desenvolvidos precisam aprimorar a infraestrutura urbana existente para permanecer competitivos. Na busca por soluções para esse desafio, mais da metade das cidades europeias acima de 100.000 habitantes já possuem ou estão implementando iniciativas para se tornarem de fato cidades inteligentes.

Ao invés de definir que cidades devem ou não ser consideradas “inteligentes” é construtivo se pensar nas atividades e fatores que podem tornar uma cidade mais inteligente.

Segundo a União Européia, cidades inteligentes são sistemas de pessoas interagindo e usando energia, materiais, serviços e financiamento para catalisar o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida. Esses fluxos de interação são considerados inteligentes por fazer uso estratégico de infraestrutura e serviços e de informação e comunicação com planejamento e gestão urbana para dar resposta às necessidades sociais e econômicas da sociedade. De acordo com o Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha, 10 dimensões indicam o nível de inteligência de uma cidade: governança, administração pública, planejamento urbano, tecnologia, o meio-ambiente, conexões internacionais, coesão social, capital humano e a economia.

(Fonte: FGV Projetos)

Fórum Cidades Inteligentes e Humanas

Dividido em quatro painéis, com moderadores e participantes especializados nos devidos temas, o Fórum resultará em quatro relatórios que serão unificados em um manifesto a ser publicado e divulgado na mídia, no site da Campus Party e nos sites dos participantes com o objetivo de levar a discussão ocorrida dentro do evento para toda a população.

Esses painéis aconteceram no dia 15 de junho (quinta-feira) no stand do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) na Open Campus, área aberta ao público da Campus Party, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Confira abaixo a programação completa e mais detalhes dos painéis que fazem parte do Fórum Cidades Inteligentes e Humanas:

Das 10h às 11:30h – Mesa 1: Como as Cidades Inteligentes e Humanas podem mudar as perspectivas do século XXI

Para onde caminha a economia global? O que são as indústrias 4.0 e as Cidades 2.0? Qual o paradigma do século XXI? Como será o trabalho daqui para frente? Por que o caminho está nas cidades? Como o “big data” vai transformar o mundo que conhecemos? O que podemos tirar da abundância da natureza, para repensar nosso modo de vida? Como preparar nossos jovens para o novo mundo? Esta mesa introdutória trará uma visão global das transformações que estão em curso no mundo, apresentando o conceito de cidades inteligentes e humanas e ferramentas para a sua implementação.

Participantes:

  • André Gomyde (Rede Brasileira de CIH/Terracap) – Brasília/DF
  • Vinicius Garcia de Oliveira (CPqD) – Campinas/SP
  • Andrezza Kamille Regis Torres (Sebrae) – Brasília/DF

Das 11:30h às 13:00h – Mesa 2: As Políticas Governamentais para o Desenvolvimento de Cidades Inteligentes e Humanas

As políticas governamentais para o desenvolvimento das cidades brasileiras como inteligentes e humanas, nos aspectos da inovação tecnológica, das comunicações, da Internet das Coisas e da Legislação, como atributos importantes para o desenvolvimento social e da indústria nacional.

Participantes:

  • Américo Bernardes (MCTIC) – Brasília/DF
  • Dep. Vitor Lippi (Frente Parlamentar) – Brasília/DF
  • Carlos Frees (ABDI) – Brasília/DF
  • Claudio Nascimento (Rede Brasileira de CIH) – Olinda/PE

Das 14:30h às 16:00h – Mesa 3: O Parque Tecnológico BioTIC e a política de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal

O papel do novo parque tecnológico de Brasília – o BioTIC – na formação de um ecossistema de inovação na cidade e seu alinhamento com a política de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal.

Participantes:

  • Hideraldo Almeida (Terracap) – Brasília/DF
  • Cristiane Pereira (Multiplicidade) – Brasília/DF
  • José Alberto Aranha (Anprotec) – Brasília/DF

Das 16:30h às 18:30h – Mesa 4 – Boas práticas em empreendedorismo e soluções tecnológicas para Cidades Inteligentes e Humanas

Apresentação de experiências governamentais e privadas no desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas ao conceito de Cidades Inteligentes e Humanas.

Participantes:

  • Fernando Nery (Empresa Módulo – Plataforma Integrada para Governança de Cidades Inteligentes) – Rio de Janeiro/RJ
  • Sérgio Rodrigues (SIGELU – Sistema de Gestão em Limpeza Urbana – SIGELU) – Rio de Janeiro/RJ
  • Duque Dantas (CGTIC – Comitê Gestor de Tecnologia da Informação e Comunicação) – Brasília/DF
  • Thiago Jarjour (Secretaria do Trabalho do Distrito Federal) – Brasília/DF

Palestras (dentro da Campus Party)

Quinta-feira, 15 de junho

10:30 às 11:15 – Inovação no setor público

Local: Palco Inovação

Discussão sobre as transformações por que tem passado a gestão pública no Brasil e no mundo, os cenários e tendências para os próximos anos, e principalmente das oportunidades de interação e atuação conjunta surgidas a partir do impacto das novas tecnologias de informação e comunicação.

Participante: Italo Mendes

12:30 às 13:15 – Sensores e atuadores no auxílio locomotivo de um deficiente visual no contexto de uma cidade inteligente

Local: Palco Principal

Com um estudo dedicado a necessidades de deficientes visuais junto à Biblioteca Braille José Alvares de Azevedo (Goiânia), um lugar especializado em livros para esse contexto e que apenas trabalham deficientes visuais. De diversas necessidades, foi proposto um protótipo que identifica obstáculos aéreos e envia dados para nuvem a fim de avisar parentes ou amigos do deficiente visual a respeito de algumas situações como, por exemplo, uma colisão frontal ou queda. Foi feito e testado um dispositivo. Foram produzidos vários vídeos com alguns deficientes usando e observando a reação e também a eficácia do dispositivo. Além disso, o protótipo também ajuda um cego-surdo. Assim, pesquisando, foi encontrado e implementado no protótipo o método tadoma, um método tátil de conversa com um cego-surdo. Aliado a isso, será feita uma pequena análise do plano diretor da cidade de Goiânia e suas perspectivas para a mobilidade urbana além de mostrada pequenas mudanças tecnológicas para que trechos da cidade se tornem inteligentes no que concerne à melhoria da locomoção de um deficiente visual.

Participante: Luiz Fernando Calaça Silva Goianiens

14:30 às 15:15 – Governo, sociedade e os limites do open government

Local: Palco Inovação

Esta palestra apresenta uma análise geral do movimento de open government (governo aberto) à luz da relação entre estado e cidadão. Muito embora se reconheçam que determinados ganhos possam ocorrer – em termos de transparência e participação social -, o movimento não alcançou um de seus objetivos principais: o de reequilibrar a relação de poder entre governo e cidadãos. A palestra concluirá com propostas para o futuro dessa relação, e sobre como podemos ter uma sociedade civil mais empoderada.

Participante: Gustavo Maultasch

15:30 às 16:15 – Design Thinking, MVP, Prototipação e Sáude combinam?

Local: Palco Ciência

Venha conhecer e entender como aplicar novas metodologias de inovação e desenvolvimento ágil de negócios e como elas podem contribuir para a área da saúde. Vamos discutir como causar impacto na vida das pessoas e resolver problemas de grande relevância na sociedade de forma inovadora.

Participante: Liliane Carvalho

15:30 às 16:15 – O Poder Judiciário nas Mídias Sociais: A justiça brasileira e as redes sociais

Local: Palco Criatividade e Entretenimento

A justiça brasileira tem uma história marcada pelo pioneirismo relação ao mundo quando o assunto é a presença de órgãos jurídicos brasileiros nas redes sociais. O Supremo Tribunal Federal (STF), foi a primeira suprema corte no mundo a ter um Twitter, criado em 2009, hoje com mais de 1 milhão e 296 mil seguidores. A fanpage do Conselho Nacional de Justiça conta com mais de 1 milhão e 700 mil curtidas. Em outras plataformas também somos pioneiros, por exemplo, a TV Justiça brasileira é a primeira segmentada neste assunto do mundo. No bate papo também vamos falar do uso do WhatsApp para difundir informações da justiça, uma estratégia adotada por alguns tribunais pelo país.

Participantes: Érika Zuza, Cecilia Barroso e Rhayana Quintas

18:30 às 19:30 – Decodificando a Democracia

Local: Palco Inovação

Menos “palestra” e mais um bate-papo entre a Câmara dos Deputados e a comunidade de desenvolvedores da Campus Party Brasília sobre as grandes questões e até conflitos da fusão entre a política e a tecnologia. Com a internet, seria possível o próprio povo tomar decisões que hoje cabem aos políticos? A “internet das coisas” pode mudar algo? O brasileiro é mesmo desinteressado em política, ou é a política que é desinteressante para o brasileiro? E como mudar isso? Como o Poder Legislativo deve se municiar de tecnologias para o futuro próximo? A Câmara trará convidados, lançará desafios e promete surpresas no palco em que a principal estrela é o cidadão brasileiro.

Participantes: Fabrício Rocha de Sousa, Rodolfo Cezar Ranulfo Vaz e Dryade Fontenenlle Schlarman

20:00 às 21:00 – A era dos algoritmos: como filtros invisíveis da internet estão transformando a sociedade, governos e países

Local: Palco Principal

Enquanto você lê esse texto, milhares de pessoas estão na internet gerando novos dados pelo mundo todo. Toda essa informação armazenada, mais conhecida como big data, pode ser processada, qualificada e organizada para análise e diferentes tipos de uso. Nessa palestra, o cientista de dados Ricardo Cappra vai mostrar como esses dados sobre comportamento podem ser transformados em poderosos algoritmos, de que forma isso impacta sua vida e como isso acelera a construção de inteligência artificial.

Participante: Ricardo Cappra

21:30 às 22:15 – Cidadãos Inteligentes geram Cidades Inteligentes

Local: Palco Principal

Como pensar em Cidades Inteligentes se os seus Cidadãos ainda ficarem presos a hábitos, manias e idiossincrasias de um tempo que não existe mais? Ou seja, para que as Cidades possam mesmo aprovar Leis – e outras medidas a serem implementadas – que as tornem Inteligentes, é preciso uma ação educacional junto a seus cidadãos. Esta palestra tem algumas propostas PRÁTICAS de como se pode tentar conseguir isso.

Participante: Dado Schneider

22:30 às 23:15 – Uma nova democracia para a era da Internet

Local: Palco Principal

A capacidade autônoma de comunicação individual está transformando os movimentos sociais e precisam ser acompanhadas pelo poder público na construção de uma nova democracia mais participativa e mais representativa. A autocomunicação de massas é uma quebra de paradigmas em relação a comunicação massmedia. Agora a plataforma de mídia dos editores, das empresas de comunicação, dos governos é a mesma do público. Neste novo cenário, de relacionamento horizontal, o valor maior está no engajamento do público na construção das campanhas, das políticas públicas e das marcas. Na democracia representativa os mecanismos intermediários entre o indivíduo e o público, parlamentos e estruturas do executivo, estão caducos e precisam se reinventar. A democracia direta, online e presencial, devem dar o tom para os novos Estados democráticos.

Participante: Marcelo Branco

Sexta-feira, 16 de junho

10:30 às 11:15 – Conhecimento para o Futuro: Cidades e Comunidades Inteligentes

Local: Palco Ciência

Estamos vivendo um momento de ultra transformação digital, e essa transformação está fazendo que questionemos a maneira como lidamos com velhos problemas. Já parou para pensar que o Planejamento Urbano será totalmente repensado a partir de novas visões tecnológicas, tais como IoT, BigData, IA, GIS e BI? Temas como mobilidade urbana, segurança pública, preservação ambiental, geração de renda e participação popular estarão totalmente integradas em uma nova concepção da gestão dos espaços urbanos. Quais oportunidades surgem disso? Quais conhecimentos são necessários para lidar com essas demandas cada vez menos do futuro?

Participante: Júlio Ribeiro

14:30 às 15:15 – The science of where: A Linguagem da Transformação Digital e das Comunidades Inteligentes

Local: Palco Principal

Saiba o que é a Transformação Digital na prática, conheça seus 4 pilares estruturantes e o que todos possuem em comum. Entenda porquê 350.000 empresas e governos em todo o globo estão fazendo uso de uma plataforma tecnológica que integra sistemas corporativos, por meio da localização. Mais do que isso, conheça casos de sucesso de cidades e empresas brasileiras que dominaram a capacidade de transformar dados em conhecimento em prol de seus clientes e da população. Conheça os Sistemas de Informações Geográficas e como essa tecnologia conecta pessoas, realiza análises avançadas e empodera todos com aplicativos que revolucionam a maneira de trabalhar.

Participante: Lúcio Graça

15:30 às 16:15 – Hackeando a Câmara dos Deputados, por uma democracia em evolução

Local: Palco Inovação

O LabHacker é um espaço para promover o desenvolvimento colaborativo de projetos inovadores em cidadania relacionados ao Poder Legislativo. Criado pela Resolução 49, de 2013, este laboratório dentro da Câmara dos Deputados tem o objetivo de articular uma rede entre parlamentares, hackers e sociedade civil que contribua para a cultura da transparência e da participação social. Esse movimento iniciou-se, entretanto, bem antes, entre 2008 e 2009, enfrentou resistências e conquistou resultados que consolidaram o lab como uma das iniciativas estratégicas do Parlamento Brasileiro e referência internacional em inovação governamental. Vamos contar um pouco dessa história… e como ajudamos a sociedade a usar os dados legislativos para obter mais transparência da Câmara dos Deputados.

Participante: Cristiano Ferri Soares de Faria

Hackathon Inova Brasilia 2017

Promovido pelo Governo de Brasília em parceria com o Instituto Campus Party que tem como objetivo desenvolver soluções tecnológicas (como por exemplo, aplicativos web/mobile e hardware), bem como fomentar iniciativas inovadoras em prol da melhoria de políticas públicas para o bem-estar da sociedade.

Temas:

  • Educação: já pensou em impactar 460 mil estudantes da rede pública do Distrito Federal? Pois é o que queremos ao levar para o Hackathon a problemática do sistema de matrícula da Secretaria de Educação do Distrito Federal. Aproximadamente 40 mil novos estudantes são matriculados todos os anos pelo telematrícula exigindo um grande esforço humano durante a alocação e centenas, quiça milhares, de pais ainda dormem em frente as escolas para garantir uma vaga para seus filhos.
  • Mobilidade: já parou para pensar no quão absurdo, em 2017, é o cidadão não saber que horas o ônibus vai chegar na parada? Sabia que boa parte dos ônibus do Distrito Federal já possuem GPS? Pois então: vamos abrir esses dados para o Hackathon. Acreditamos que quem criar uma boa solução vai aproveitar um bom momento de mídia para ter seus 5 minutos de fama. Vai ser possível criar algo como um alerta “Olá, vá para a parada perto da sua casa agora porque seu ônibus para o trabalho vai chegar em 15 minutos e você vai levar 10 caminhando até lá”.
  • Segurança Pública: vamos soltar dados de todas as ocorrências de 2012 a 2016 com tipo, geolocalização, horário, etc. Vai ser bem interessante para quem quiser entender se um determinado evento isolado, tipo um time de futebol específico perder um jogo decisivo, impactou a segurança de Brasília.

Critérios de Avaliação: interesse público e impacto social; viabilidade técnica; inovação

Programação:

  • Dia 1 (15 de junho): breve apresentação do Hackathon, formação de equipes e entrega de kits
  • Dia 2 (16 de junho): submissão dos projetos para a Fase 1 e anúncio dos projetos aprovados para a Fase 2
  • Dia 3 (17 de junho): submissão dos projetos, apresentação das demos para o júri, avaliação e entrega dos prêmios na Cerimônia de Encerramento

Premiação: cada membro das 03 (três) equipes melhor avaliadas receberá 1 ingresso com camping para a Campus Party Brasil 2018, em São Paulo – SP

Inscrições: podem ser feitas a partir do site www.hackathoninovabrasilia.com.br

Regulamento: para acessar o regulamento, clique AQUI